Pastor da PM desarma colega em surto e evita tragédia em praça de Itaperuna

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O pastor da PM desarma colega em surto e evita uma tragédia no subdistrito de Aré, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. O caso aconteceu na noite de domingo (11), por volta das 20h30, em uma praça da Rua Vereador Malafaia, quando um policial à paisana passou a efetuar disparos para o alto, provocando pânico entre pessoas que estavam no local.

Segundo relatos de moradores, o cabo Reginaldo Gonçalves Braune portava uma arma de fogo em via pública e aparentava estar descontrolado psicologicamente. Crianças e adultos correram em busca de abrigo, e parte da população se refugiou em uma igreja próxima, onde ocorria um culto.

De acordo com testemunhas, o pastor Aristidis Machado Macedo, subtenente da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e líder religioso no local, interrompeu a celebração ao tomar conhecimento da situação. Ele se dirigiu à praça e, com cautela, aproximou-se do colega armado.

A ação durou cerca de 40 minutos. Nesse período, o pastor-militar conseguiu mobilizar o policial em crise e efetuar o desarme, mantendo o controle da situação até a chegada de uma guarnição da PM, que deu prosseguimento ao atendimento da ocorrência.

ATO HERÓICO

Após o desfecho, moradores retornaram à praça e destacaram a atitude do subtenente, ressaltando que ele colocou a própria vida em risco para proteger a população. “Ele colocou a própria vida em risco pela segurança da população, de forma heroica”, afirmou um dos presentes. Outro comentário lamentou o surto psicológico do cabo e elogiou “a forma técnica e responsável como a situação foi controlada”.

O caso foi registrado na 143ª Delegacia de Polícia. As investigações estão sob responsabilidade do delegado titular Carlos Augusto G. da Silva. Em nota, o 29º Batalhão da Polícia Militar informou que os detalhes do ocorrido estão sendo rigorosamente apurados.

O cabo Reginaldo foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaperuna e medicado em razão do possível surto. Em seguida, ele prestou depoimento na delegacia e foi liberado, conforme recomendação médica.

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