A Justiça do Rio acionou a Interpol para prender Wellington Luiz Santos de Souza, o “Doideira”, acusado de espancar e matar o ciclista Cláudio Rafael Landeiro em Copacabana. O suspeito fugiu para o Paraguai após o crime.
Como o acusado fugiu do país após a morte do ciclista
A inclusão do nome de Wellington na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol, foi determinada após a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro confirmar que o suspeito cruzou a fronteira. Com a medida, a foto e os dados do foragido passam a circular nos sistemas de segurança de mais de 190 países.
A decisão da Justiça ocorreu no âmbito da ação penal que investiga o homicídio ocorrido na Zona Sul do Rio. Wellington é considerado o quinto envolvido no espancamento de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, atacado em plena rua comercial da região.
Mesmo com o mandado de prisão em aberto expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o acusado conseguiu deixar o território brasileiro. Agora, forças de segurança paraguaias e federais trabalham para localizar e extraditar o homem de volta ao Brasil.
O que já se sabe sobre o crime em Copacabana
O crime aconteceu no dia 12 de agosto, na Rua Barata Ribeiro, uma das vias mais movimentadas do bairro de Copacabana. Cláudio Rafael pedalava pela rua quando foi abordado por um segurança de um restaurante local, que cismou com a procedência do veículo.
A bicicleta pertence à irmã da vítima, Nathalia, que havia emprestado o transporte para Cláudio passear. Como a vítima tinha problemas cognitivos, ela não conseguiu explicar com clareza para o segurança como tinha conseguido a bicicleta no momento da abordagem.
Diante da hesitação, o segurança tomou a bicicleta à força. Desorientado, Cláudio caminhou em direção à sua residência, mas o funcionário do estabelecimento chamou entregadores de aplicativo que passavam pelo local para perseguirem a vítima na rua.
A vítima foi alcançada e violentamente agredida com pedaços de madeira, socos e chutes na cabeça, mesmo já estando caída no chão sem chance de defesa. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro socorreu o homem para o hospital, mas Cláudio faleceu no dia seguinte devido à gravidade das lesões.
Quem responde pelo espancamento na Zona Sul
A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus cinco homens pelo crime de homicídio. Além de Wellington Luiz Santos de Souza, também respondem ao processo Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva.
Os réus que já foram localizados permanecem à disposição do Poder Judiciário. O processo corre na 1ª Vara Criminal da Capital, onde serão ouvidas as testemunhas de acusação, defesa e feitos os julgamentos formais dos envolvidos no caso.
A família da vítima cobra agilidade nas investigações e o cumprimento das ordens de prisão. O caso gerou indignação entre moradores da Zona Sul e trabalhadores do bairro, que cobram mais fiscalização e punição para atos de violência urbana.
Como denunciar foragidos à Justiça
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Wellington Luiz Santos de Souza ou de outros procurados pela Justiça pode ajudar o trabalho da polícia sem precisar se identificar. O anonimato é garantido por lei em todos os canais oficiais do Estado.
A principal ferramenta da população é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, que atende pelo telefone (21) 2253-1177. O serviço funciona durante 24 horas por dia, em todos os dias da semana, aceitando ligações de todo o estado.
Também é possível enviar informações de forma rápida pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ” ou pelo site oficial do serviço. Caso prefira presencialmente, o morador pode procurar a 12ª DP (Copacabana), delegacia que investigou o caso, ou a unidade policial mais próxima da sua residência.
Como fica a segurança e a rotina dos moradores
O trecho da Rua Barata Ribeiro onde ocorreu a abordagem violenta conta com patrulhamento reforçado por equipes do 19º Batalhão de Polícia Militar (Copacabana) e agentes do programa Operação Segurança Presente. As ações visam coibir agressões e tumultos perto do comércio local.
Os moradores e trabalhadores da regiao devem ficar atentos ao movimentar-se à noite e reportar qualquer conduta suspeita às autoridades. Os serviços de transporte público, linhas de ônibus e o trânsito da Rua Barata Ribeiro seguem funcionando sem interrupções.
Associações de moradores do bairro reforçaram o pedido para que comerciantes orientem seus funcionários sobre os limites de atuação em vias públicas, ressaltando que abordagens policiais cabem exclusivamente aos agentes de segurança pública do Estado.














