Uma operação da Polícia Civil com órgãos de fiscalização fechou sete postos de combustíveis e prendeu um empresário em flagrante no Rio de Janeiro. A ação mirou fraudes na bomba e adulteração na qualidade do combustível vendido aos motoristas.
As equipes fiscalizaram estabelecimentos em diferentes pontos do município para apurar denúncias enviadas por consumidores. Em sete locais, fiscais constataram irregularidades graves na medição do volume e na composição do combustível que ia para o tanque dos veículos.
Fiscalização combate fraude na bomba e combustível adulterado no Rio
Durante a fiscalização, os agentes encontraram sistemas eletrônicos adulterados nas bombas de combustível. Esse tipo de fraude, conhecida como bomba baixa, faz com que o painel registre uma quantidade de litro maior do que a que realmente entra no veículo. O motorista paga pelo valor total, mas recebe menos combustível.
Além da fraude na medição, os fiscais identificaram combustível com percentual de mistura fora do limite permitido por lei. Em um dos estabelecimentos vistoriados, o responsável pelo local foi preso em flagrante pelas equipes policiais e levado para a delegacia encarregada da investigação.
Os sete postos acabaram lacrados e tiveram os equipamentos de abastecimento interditados. As empresas terão as licenças de funcionamento reavaliadas pelos órgãos competentes e só poderão reabrir após regularizarem todas as pendências e pagarem as multas aplicadas.
O que muda na rotina de quem precisa abastecer
Com o fechamento dos sete estabelecimentos, os motoristas que costumavam abastecer nesses locais precisam procurar alternativas na vizinhança. A interdição é por tempo indeterminado e vale até que os proprietários comprovem a adequação das bombas e a procedência do combustível.
Os motoristas que abasteceram nesses postos recentemente e perceberam falhas no motor do veículo devem guardar o comprovante de pagamento. A nota fiscal é a principal prova para solicitar ressarcimento ou registrar queixa nos órgãos de defesa do consumidor.
Como identificar se o combustível está adulterado
O motorista pode ficar atento a sinais mecânicos no veículo logo após o abastecimento. Engasgos na aceleração, perda repentina de potência, luz da injeção eletrônica acesa no painel e consumo excessivo são indícios frequentes de combustível batizado.
Todo consumidor tem o direito de pedir o teste da proveta no próprio posto antes ou depois de abastecer. O teste mede a quantidade de álcool anidro misturado à gasolina e deve ser feito na hora pelo frentista, sem custo adicional para o cliente.
O que fazer se você foi vítima de fraude
Quem suspeitar de adulteração ou fraude na quantidade deve exigi a nota fiscal com a identificação do posto, horário e valor pago. Com o documento em mãos, o consumidor pode registrar reclamação no Procon do Estado do Rio de Janeiro pelo site oficial ou presencialmente.
Também é possível acionar a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, conhecida como ANP. O órgão recebe denúncias pelo telefone 0800 970 0267 e envia equipes para coletar amostras do combustível suspeito.
Como denunciar postos irregularidades no Rio
A população pode ajudar as forças de segurança enviando informações sobre fraudes, milícias ou adulteração em postos de gasolina. As denúncias ajudam a direcionar novas fases de operações de fiscalização em todo o estado.
O Disque Denúncia do Rio funciona pelo telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas e garantia de anonimato absoluto. As informações também podem ser enviadas pelo aplicativo ou pelo portal do serviço para apuração da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.














