O padre morre aos 103 anos na Igreja de Santo Afonso, na Tijuca, Zona Norte do Rio, no início da noite desta sexta-feira (13). José Luciano Jacques Penido passou mal por volta das 18h e faleceu enquanto rezava a oração da Ave Maria ao lado de outros cinco padres que também residem na paróquia.
Conhecido como padre Penido, o religioso nasceu em outubro de 1922, no município de Belo Vale, em Minas Gerais. Desde a infância demonstrava vocação para o sacerdócio e costumava repetir, em casa, as homilias que ouvia nas missas dominicais. Aos 11 anos, ingressou no Seminário Redentorista, na cidade de Congonhas, também em Minas Gerais.
O sacerdote se mudou para o Rio de Janeiro em 1959 e passou a morar na Igreja de Santo Afonso. Essa primeira permanência durou oito anos, antes de seguir para estudos em Roma, na Itália, entre 1967 e 1969. Em 1975, retornou ao Rio e voltou a residir na paróquia da Tijuca, onde permaneceu até o fim da vida.
“Ele era muito querido pelos paroquianos que o consideravam um sacerdote de grande coração, solícito, gentil, humilde e carinhoso com as pessoas. Como dirigente espiritual à frente de diversas pastorais, orientava os fiéis com zelo e testemunho missionário, sempre à luz do carisma Redentorista”, destacou a Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Em 2022, ao completar 100 anos, padre Penido recebeu a bênção apostólica enviada pelo Papa Francisco, além de uma carta do Superior Geral Redentorista, padre Rogério Gomes, em reconhecimento pelos 83 anos de consagração religiosa e 78 anos de sacerdócio.
Além da atuação pastoral, José Luciano Jacques Penido deixou um legado cultural e histórico. Ele fundou o Museu do Escravo, em Belo Vale, reunindo peças que retratam a escravidão no Brasil, a luta e a resistência dos povos africanos escravizados ao longo de 358 anos.














