Os furtos na iluminação pública do Rio provocaram um prejuízo estimado em R$ 5 milhões ao longo de 2025, segundo dados da RioLuz. No período, aproximadamente 118 quilômetros de cabos foram levados, além do furto de 103 luminárias em diferentes pontos da cidade.
De acordo com a companhia, a extensão de cabos subtraídos seria suficiente para ligar a capital fluminense a Angra dos Reis, na Costa Verde. Os crimes afetaram diretamente o funcionamento do sistema de iluminação, resultando em áreas às escuras, aumento da sensação de insegurança e necessidade de manutenções emergenciais.
Além do impacto na rotina da população, os furtos geraram custos adicionais com reposição de equipamentos e mão de obra, pressionando o orçamento destinado à conservação da infraestrutura urbana.
Estratégia de blindagem
Para tentar conter os crimes, a RioLuz informou ter investido mais de R$ 3 milhões em medidas de proteção ao longo do ano. Entre as ações adotadas estão a substituição de 454 tampões metálicos por estruturas de concreto e a instalação de 1.143 câmeras de monitoramento em áreas consideradas críticas.
Outra medida foi a troca de 153 quilômetros de cabos de cobre por alumínio, material com menor valor no mercado ilegal, além da adoção de proteções físicas em luminárias, como caixas gradeadas, com o objetivo de dificultar a ação dos criminosos.
O presidente da companhia, Rafael Thompson, afirmou que os números revelam os efeitos diretos dos furtos sobre a infraestrutura urbana e os cofres públicos. Segundo ele, a adoção de soluções integradas busca garantir maior eficiência na prestação do serviço e preservar os recursos públicos destinados à iluminação da cidade.
A RioLuz orienta que casos de furto ou vandalismo sejam comunicados imediatamente à polícia pelo telefone 190, para que as ocorrências sejam registradas e as providências tomadas.














