Operação policial na Cidade Alta causa trânsito, fogo em barricadas e interrupções no transporte

operação policial na Cidade Alta

A operação policial na Cidade Alta causa trânsito, fogo em barricadas e interrupções no transporte desde as primeiras horas desta quinta-feira. A ação mobilizou equipes do 16º BPM em conjunto com o Comando de Operações Especiais (COE), provocando bloqueios intermitentes na Avenida Brasil, tiros no início da manhã e grande movimentação de agentes na região. Vídeos compartilhados nas redes sociais e imagens do Centro de Operações da Prefeitura mostraram barricadas em chamas dentro da comunidade e trechos praticamente vazios da via expressa, enquanto uma densa coluna de fumaça era vista de diversos bairros da cidade.

A operação foi deflagrada nas comunidades Cidade Alta, Pica-Pau, Kelsons, Quitungo, Tinta, Dourados, Dique, Furquim Mendes e Guaporé, todas localizadas na Zona Norte. A área faz parte do Complexo de Israel, dominado pelo Terceiro Comando Puro (TCP), liderado por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. A facção controla atividades ilícitas, impõe regras locais de circulação e é alvo constante de ações policiais.

O confronto e o avanço das chamas atingiram diretamente a mobilidade urbana. No ramal Saracuruna da SuperVia, a circulação passou a ocorrer apenas entre Central do Brasil x Penha e Duque de Caxias x Saracuruna, devido a um tiroteio próximo à estação Cordovil. O intervalo entre os trens subiu para cerca de 20 minutos. No BRT, as linhas 60, 61 e 71 chegaram a ser interrompidas por causa da atuação da PM perto das estações Mercado São Sebastião e Vigário Geral, voltando a operar por volta das 5h50.

A Avenida Brasil também foi afetada. Embora tenha sido liberada nos dois sentidos no início da manhã, uma faixa das pistas central e lateral permaneceu interditada, segundo o CET-Rio. Policiais e agentes de trânsito seguem no local monitorando a situação. A PM informou reforço do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas nos dois sentidos da via, especialmente nas regiões da Cidade Alta e Pica-Pau.

H2 e H3 não serão usados, pois o texto original não apresenta subtítulos nesta parte do conteúdo.

Em janeiro deste ano, confrontos semelhantes já haviam paralisado vias expressas. Uma megaoperação com cerca de 400 policiais e dez blindados atingiu comunidades do Complexo de Israel e Duque de Caxias, causando o fechamento preventivo da Avenida Brasil e da Linha Vermelha. Na ocasião, o tenente Marcos José Oliveira de Amorim, do 41º BPM, foi baleado em Furquim Mendes e morreu após ser socorrido. A ação resultou na apreensão de armas, granadas, rádios comunicadores, drogas e na prisão de nove suspeitos.

Outro episódio ocorreu em junho, quando um confronto ao amanhecer voltou a fechar importantes vias da região. Um tiroteio intenso no Complexo de Israel interrompeu novamente a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, gerando pânico entre motoristas e moradores. Disparos atingiram a cobertura de um ponto de mototáxi e a janela de um veículo que tentava se abrigar em um posto de gasolina. Passageiros se jogaram no chão, motoristas abandonaram carros e moradores registraram correria em Penha Circular. Embora ninguém tenha ficado gravemente ferido, muitos relatos ressaltaram o quanto episódios assim se tornaram frequentes para quem vive ou transita na Cidade Alta e arredores.

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