O petróleo acaba. O turismo não.

O petróleo acaba. O turismo não.

O Rio voltou a discutir nos últimos dias os royalties do petróleo e isso é natural. Estamos falando de uma arrecadação bilionária que impacta diretamente o estado e diversos municípios fluminenses. Para muita cidade, o petróleo hoje é uma das principais fontes de receita.

E sim, ele é extremamente importante para a nossa economia.

Mas talvez esteja faltando o Rio olhar com mais atenção para outra riqueza que também movimenta bilhões e, diferente do petróleo, não corre o risco de acabar.

O turismo.

Enquanto o petróleo depende de um recurso finito, o turismo cresce justamente quanto mais a cidade investe, se promove e recebe bem quem chega aqui.

E o mais curioso é que o Rio já tem praticamente tudo pronto.

O mundo inteiro sonha em conhecer essa cidade.

Tem cidade por aí gastando fortunas tentando construir identidade turística. O Rio nasceu com ela. Praia, paisagem, carnaval, samba, futebol, música, gastronomia, história, eventos, cultura… poucos lugares do planeta conseguem reunir tudo isso.

E quando o turismo funciona, não é só hotel que ganha dinheiro.

O restaurante ganha.

O motorista ganha.

O ambulante ganha.

O guia de turismo ganha.

O bar ganha.

O comércio ganha.

O pequeno empresário ganha.

É uma indústria que espalha dinheiro pela cidade inteira.

Talvez o maior erro do Rio ao longo de décadas tenha sido tratar turismo apenas como entretenimento ou cartão postal bonito, quando na verdade estamos falando de uma das atividades econômicas mais poderosas do mundo.

Basta olhar para cidades como Lisboa, Barcelona, Miami e Dubai. Todas entenderam que turismo não é detalhe. É estratégia econômica.

E sinceramente, o Rio larga na frente de quase qualquer cidade do planeta.

Porque ninguém consegue fabricar artificialmente o que a gente já tem naturalmente.

O que falta muitas vezes não é potencial.

É visão de longo prazo.

O petróleo é importante e continuará sendo por muitos anos. Mas o Rio precisa começar a enxergar o turismo como aquilo que ele realmente é: uma riqueza permanente.

Porque no fim das contas, o petróleo acaba.

O turismo não.

Limpatech