Professor é agredido por alunos em escola na Taquara durante aula

Um professor de educação física foi cercado e agredido por alunos durante uma partida de futsal nesta terça-feira, no Colégio Ícone, localizado na Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Os estudantes envolvidos no ataque foram suspensos pela direção da unidade escolar.

A confusão começou dentro da quadra esportiva da instituição de ensino particular. De acordo com relatos de pessoas que testemunharam a cena, os alunos se revoltaram após o docente apitar uma falta durante a partida. Imagens gravadas por celulares e divulgadas nas redes sociais mostram o momento exato em que o grupo de estudantes parte para cima do profissional, que tenta se defender das agressões físicas.

Agressão a professor na Taquara gera suspensão e aciona Conselho Tutelar

A direção do Colégio Ícone informou oficialmente que aplicou a suspensão imediata aos alunos identificados no vídeo. A instituição também agendou uma reunião geral para esta quarta-feira com o objetivo de determinar punições disciplinares mais severas. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação dos menores envolvidos e dar suporte aos procedimentos cabíveis.

O caso acendeu o alerta sobre a segurança de profissionais de educação na cidade. Há cerca de um mês, a rede escolar do Rio de Janeiro registrou outro episódio grave de violência: na Escola Municipal Orsina da Fonseca, localizada na Tijuca, Zona Norte da capital, um aluno de 15 anos atacou um docente com golpes de faca dentro do estabelecimento de ensino.

O que já se sabe sobre o caso na Taquara

O episódio aconteceu durante o horário normal de aulas na quadra do Colégio Ícone, bairro da Taquara, na Zona Oeste do Rio. A motivação apontada por testemunhas foi a marcação de uma falta em um jogo de futsal da turma. O professor foi cercado por múltiplos estudantes e agredido fisicamente antes que a equipe da escola conseguisse intervir no local. A direção suspendeu os agressores e marcou reunião pedagógica e disciplinar para definir a expulsão ou transferência dos envolvidos.

Como denunciar agressões e violência nas escolas

Quem presenciar atos de violência, ameaças ou agressões dentro e no entorno de estabelecimentos de ensino no Estado do Rio de Janeiro pode fazer a denúncia de forma totalmente anônima. O Disque Denúncia atende pelo telefone (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana. Também é possível enviar informações pelo aplicativo Disque Denúncia RJ ou pelo WhatsApp no número (21) 2253-1177.

Em casos de emergência ou agressão em andamento, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente através do número 190. A denúncia ajuda os órgãos de segurança a mapear áreas de risco e reforçar o policiamento ostensivo com o Programa Patrolamento Escolar.

O que fazer se você ou seu filho for vítima no ambiente escolar

Caso um profissional de educação, aluno ou funcionário seja vítima de agressão física ou verbal no ambiente escolar, o primeiro passo é comunicar a direção do estabelecimento e buscar atendimento médico imediato, se houver lesão. Na sequência, deve-se registrar o boletim de ocorrência na delegacia da região. No caso da Taquara, o registro pode ser feito na 32ª DP (Taquara) ou em qualquer unidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Também é possível registrar o caso pela internet, por meio da Delegacia Online da Polícia Civil (dedic.pcivil.rj.gov.br), desde que não tenha havido lesão corporal grave que exija exame de delito imediato. O acompanhamento do Conselho Tutelar da região de Jacarepaguá pode ser solicitado pelos responsáveis ou pela própria escola para garantir os direitos e a responsabilização dos envolvidos.

Como fica o funcionamento do colégio nos próximos dias

As atividades no Colégio Ícone seguem com o calendário mantido, mas sob acompanhamento pedagógico reforçado. A reunião entre a direção, os responsáveis pelos alunos envolvidos e os representantes do Conselho Tutelar definirá as sanções finais da instituição. O clima entre pais de alunos do bairro é de apreensão e cobrança por mais segurança dentro das salas de aula e quadras esportivas.

Foto: Diario do Rio (raspagem)

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