Maconha escondida em pote de feijão: visitante é flagrada em presídio de Bangu

maconha escondida em pote de feijão

Uma mulher foi flagrada com maconha escondida em pote de feijão durante uma tentativa de visita a um detento no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O caso ocorreu no último domingo (11), na portaria da Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho, unidade pertencente à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

De acordo com a Seap, o entorpecente foi detectado no momento da revista de rotina feita nos alimentos levados por visitantes. O procedimento de segurança, considerado rigoroso, identificou a substância dentro de um pote aparentemente comum de feijão, que seria entregue a um dos internos da unidade.

Após o flagrante, a mulher foi questionada e, segundo os agentes penitenciários, confessou que levava a droga com a intenção de entregá-la ao detento. A substância foi imediatamente apreendida e encaminhada para análise pericial. A visitante, cuja identidade não foi divulgada, foi conduzida à 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), onde a ocorrência foi registrada.

O caso agora está sendo investigado pela Polícia Civil, que deve apurar se há outros envolvidos ou se a prática já vinha sendo repetida anteriormente com sucesso. Também será verificado se o interno que receberia o entorpecente fazia parte de algum esquema interno.

A Seap divulgou nota oficial reforçando o compromisso com a fiscalização e a segurança nos presídios do estado. “A Secretaria de Administração Penitenciária mantém o rigor nas inspeções e segue empenhada em coibir qualquer tentativa de burlar as normas de segurança”, informou o órgão.

Flagrantes desse tipo não são incomuns no sistema penitenciário do Rio. Nos últimos anos, foram registradas diversas tentativas criativas de introdução de entorpecentes ou celulares em unidades prisionais — muitas vezes escondidos em alimentos, roupas íntimas e até dentro de itens de higiene pessoal.

As visitas presenciais, embora restritas por protocolos e horários específicos, continuam sendo um ponto de atenção constante das autoridades prisionais. Isso porque, além do contato direto com os detentos, há sempre a possibilidade de que visitantes tentem introduzir objetos ou substâncias ilegais nas dependências das unidades.

Especialistas em segurança carcerária apontam que, apesar do uso de scanners, revistas manuais e fiscalização constante, a criatividade de alguns visitantes torna o controle desafiador. Por isso, ações preventivas e a capacitação de servidores são fundamentais para manter o controle interno.

O episódio ocorrido na Jonas Lopes de Carvalho reacende a discussão sobre os protocolos de visita em presídios e sobre a importância de monitoramento rigoroso não apenas das pessoas, mas também dos objetos e alimentos levados até os detentos.

Até o momento, a Seap não informou se a visitante responderá em liberdade ou permanecerá detida. Também não há confirmação sobre sanções administrativas ao interno que receberia o material, o que deverá ser definido com o avanço das investigações.

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