A Justiça impede SAF do Botafogo de vender jogadores sem autorização do clube após nova decisão do desembargador Marcelo Marinho, da 21ª Câmara de Direito Privado. A determinação atende ao pedido do clube social, que buscava barrar negociações de atletas sem sua anuência oficial. O entendimento da diretoria é de que a atual crise envolvendo a Eagle e o acionista John Textor inviabiliza a chegada de novos recursos e coloca em risco o patrimônio esportivo do Botafogo.
Com isso, qualquer venda do elenco passa a depender diretamente da aprovação do clube social, o que amplia o poder de decisão do presidente João Paulo Magalhães. A medida também reflete o desgaste interno entre as partes desde o início da disputa judicial.
A decisão negou, porém, outros pontos solicitados pelo clube, como o pagamento de R$ 155,4 milhões pela Eagle e a indicação de um interventor judicial. Segundo o desembargador, esses pedidos deveriam ter sido feitos em primeira instância, o que inviabilizou a análise neste momento do processo.
A venda de jogadores era considerada essencial para o planejamento da SAF em 2026. A equipe responsável pelo futebol já trabalhava com a possibilidade de negociar nomes do elenco para compor o orçamento da próxima temporada, especialmente diante da redução de investimentos por parte dos donos.
Diante da limitação imposta pela Justiça, a SAF afirma que o planejamento será prejudicado, enquanto o clube social celebra a vitória parcial, entendendo que poderá cobrar mais rigor na gestão e exigir investimentos reais para que futuras vendas sejam aprovadas.
A disputa agora segue nos tribunais e deve influenciar diretamente a condução do futebol alvinegro em 2026, tanto no mercado de contratações quanto no futuro administrativo da SAF.














