A água é essencial para o bom funcionamento do organismo. A falta deste líquido precioso compromete diretamente a atividade dos rins, aumentando o risco de cálculos renais (pedras nos rins), infecções urinárias e até de doença renal crônica. Para os idosos, é mais perigoso ainda, pois, com o passar dos anos, a sensação de sede se torna menos intensa e o corpo passa por mudanças naturais que reduzem a quantidade total de água no organismo e diminuem a eficiência dos rins.
– Mesmo com baixos níveis de líquidos, o idoso pode não sentir vontade de beber água e a desidratação em idosos é mais comum do que se imagina e pode ter consequências graves, como infecções urinárias, alterações na pressão e alterações neurológicas, que podem inclusive levar a internações – destaca o médico Álvaro Modesto.
Além disso, profissionais de saúde alertam que o uso frequente de medicamentos diuréticos, laxantes e anti-hipertensivos, somado a problemas de mobilidade e cognição, faz com que muitos idosos cheguem ao fim do dia em estado de desidratação leve sem perceber.
Uma ampla revisão científica avaliou a relação entre baixa ingestão de água e perda da função renal, principalmente com pessoas idosas hospitalizadas e em instituições de longa permanência. De acordo com a revisão “Water-loss dehydration and aging”.
– A desidratação afeta entre 20% e 30% dos idosos e está associada a maior mortalidade, morbidade e perda de funcionalidade. Nesta pesquisa, foi observado que a redução da massa muscular, a queda da função renal e a diminuição da sede são fatores que tornam essa população especialmente vulnerável – enfatiza o estudo.
A recomendação clínica do consumo de água é de aproximadamente 30 ml de líquidos por quilo de peso corporal, distribuídos ao longo do dia. Para a maior parte dos adultos com mais de 60 anos, isso equivale a cerca de 1,5 a 2 litros diários.
Fonte: revista Mechanisms of Ageing and Development,














