Mulher trans é assassinada a facadas em Contagem, suspeito tenta atear fogo no corpo e é agredido por populares
Uma trágica ocorrência abalou o bairro Carajás, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite de sábado, 4 de julho. Uma mulher trans de 45 anos foi encontrada morta a facadas em sua residência.
O suspeito do crime, um jovem de 21 anos, após cometer o assassinato, tentou incendiar o corpo da vítima com um isqueiro. A ação brutal chocou os moradores locais, que acabaram por agredir o agressor.
O caso, que envolve violência extrema e uma tentativa de ocultação de cadáver, foi registrado e encaminhado à Polícia Civil. As investigações buscam esclarecer todos os detalhes deste crime bárbaro. Conforme informação divulgada pela Polícia Militar (PMMG), o suspeito confessou o assassinato.
Suspeito confessa crime após agressão e confissão à polícia
A Polícia Militar foi acionada por volta das 21h para a rua Cidade de Minas, em Contagem, após relatos de um homem ensanguentado que admitiu ter matado uma mulher trans. Ao chegarem ao local, os militares encontraram a vítima sem vida sobre a cama, apresentando diversas facadas e sinais de queimaduras nos cabelos, indicando a tentativa de incêndio.
Uma faca suja de sangue e dois isqueiros foram apreendidos na residência. Durante as buscas, o suspeito foi localizado na rua Jordânia, onde estava sendo agredido por populares. Ele foi encontrado amarrado a uma placa de sinalização de trânsito, sendo alvo de agressões por parte de alguns homens, que utilizavam pedaços de madeira e pedras.
Apesar de ferido, o suspeito recebeu atendimento médico na UPA Ressaca. Durante a abordagem policial, ele acabou por confessar o crime, segundo informações da PMMG. Os autores das agressões ao suspeito não foram localizados.
Relato do suspeito: encontro em adega e desentendimento
De acordo com o depoimento do preso à Polícia Militar, ele conheceu a vítima em uma adega durante a madrugada. Os dois teriam passado horas consumindo bebidas alcoólicas e drogas.
Na manhã seguinte, o suspeito acompanhou a vítima até a casa dela. Em determinado momento, o jovem alegou que a mulher trans tentou estuprá-lo, ao tentar tirar suas roupas sem consentimento. Diante da situação, ele afirma ter desferido os golpes que levaram à morte da vítima.
Tentativa de incêndio e retorno à adega
Após cometer o crime, o suspeito permaneceu na residência da vítima e chegou a dormir no local. Em seguida, ele tentou incendiar o corpo utilizando um isqueiro, na tentativa de ocultar o assassinato.
Ele então deixou o imóvel e retornou a uma adega, onde continuou a consumir bebidas alcoólicas. O suspeito chegou a comentar sobre o crime no estabelecimento. Pouco tempo depois, foi localizado pelos populares e agredido.
A ocorrência foi registrada e encaminhada para a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para dar continuidade às investigações e apurar todos os fatos.














