As vítimas de ataque no Cefet serão sepultadas neste domingo (30), após a tragédia que deixou duas funcionárias mortas dentro da unidade Maracanã, na Zona Norte do Rio. Layse Costa Pinheiro, de 40 anos, e Allane Pedrotti Matos, de 41, foram baleadas por um colega de trabalho e chegaram a ser socorridas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiram aos ferimentos.
O velório de Allane está marcado para o meio-dia, na capela 5 do Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, com sepultamento previsto para as 15h. Já Layse será velada a partir das 12h15 na Capela Real Grandeza, no Cemitério São João Batista, em Botafogo. O enterro ocorrerá às 15h15.
O ataque aconteceu na sexta-feira (28), quando João Antônio Miranda Tello Ramos, também servidor da instituição e que havia sido afastado por questões pessoais e psicológicas, entrou armado no campus. Segundo a investigação preliminar, ele atirou primeiro na psicóloga Layse e, logo depois, alvejou Allane, diretora da equipe pedagógica, antes de tirar a própria vida.
A suspeita inicial é de que João Antônio tivesse conflitos com a diretora e não aceitasse ser chefiado por mulheres. Um amigo relatou que Allane manifestava medo do colega e evitava interações diretas com ele.
Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto neste sábado (29). Abalado, o pai de Allane, Allan Pedrotti, afirmou que a filha vinha se queixando de perseguição no ambiente de trabalho. Ela me dizia que era assediada no sentido de ser perseguida por ele. Ela me dizia: “ele cismou comigo”, então eu pensei: ‘vou lá falar com esse cara’. Mas ela pediu: ‘não vai, não vai’. Eu tive que respeitar, contou.
Uma servidora efetiva do Cefet, que prefere não se identificar por medo de represálias, relatou que já havia alertado gestores e órgãos públicos sobre comportamentos preocupantes dentro da instituição. “Era uma tragédia anunciada. Avisei a direção e o Ministério da Justiça sobre possíveis riscos, mas não houve avanço para consolidar estratégias de proteção”, disse.
A Delegacia de Homicídios da Capital realizou perícia no local e investiga a motivação do crime, incluindo o histórico profissional do suspeito e relatos de assédio dentro do ambiente de trabalho.














