Uber entra em monitoramento de motociclistas no Rio com foco em direção segura

Uber entra em monitoramento de motociclistas no Rio

A Prefeitura do Rio confirmou que a Uber entra em monitoramento de motociclistas no Rio como parte do Programa de Direção Segura do Motorista, iniciativa criada para fiscalizar comportamentos de risco entre entregadores e condutores que atuam em aplicativos. A 99 e o iFood já participam do projeto, que busca reduzir acidentes e práticas irregulares no trânsito da cidade.

O decreto municipal determina que as plataformas adotem mecanismos tecnológicos como telemetria e sistemas de GPS capazes de identificar condutas que coloquem a segurança viária em risco. Entre os comportamentos monitorados estão excesso de velocidade, manobras perigosas, mudanças bruscas de faixa e circulação em áreas proibidas, como calçadas e ciclovias.

A prefeitura estipulou prazo de 45 dias para que as empresas implementem o monitoramento de velocidade. Já os demais critérios deverão estar funcionando em até 90 dias. O sistema incluirá uma pontuação de direção segura, atualizada diariamente, considerando as viagens realizadas nos últimos 30 dias e acessível aos próprios motociclistas.

Para permanecerem ativos nas plataformas, condutores deverão manter pelo menos 60% das viagens sem registro de infrações de risco. As informações levantadas serão repassadas à CET-Rio, responsável por avaliar e aprovar os mecanismos de controle aplicados pelas empresas. Motociclistas reincidentes poderão ser submetidos a cursos de capacitação e, em casos mais graves, sofrer restrições temporárias ou cancelamento definitivo do registro.

As plataformas também deverão manter apenas profissionais sem antecedentes criminais e que utilizem motocicletas devidamente licenciadas. O prefeito Eduardo Paes ressaltou que a medida busca ampliar a segurança para trabalhadores e usuários. “Estamos firmando um acordo com a Uber para que monitorem os motociclistas e repassem informações à Prefeitura, garantindo que as leis de trânsito sejam respeitadas. Faremos cumprir as leis e oferecer condições para que o grupo continue trabalhando”, afirmou.

Limpatech