O torcedor do Unión Española denunciado por racismo após o jogo contra o Fluminense no Maracanã, pela Copa Sul-Americana, teve seu caso formalizado nesta sexta-feira (16) pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST). O chileno Baltazar Martín Garcés López foi preso em flagrante após imitar um macaco e simular que descascava uma banana, jogando o gesto na direção dos torcedores tricolores.
A denúncia foi encaminhada ao Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos pelo promotor de Justiça Alexander Araujo de Souza. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), Baltazar cometeu o crime previsto no artigo 20, § 2º-A, da Lei 7.716/1989, que trata de atos de racismo e prevê pena de dois a cinco anos de prisão.
O ato aconteceu durante a partida da última terça-feira (14), válida pela fase de grupos da Copa Sul-Americana, que terminou com vitória do Fluminense por 2 a 0. Baltazar foi contido por seguranças particulares do estádio e conduzido à delegacia, onde permaneceu preso. O MP-RJ também solicitou a manutenção da prisão preventiva e a proibição do chileno de frequentar eventos esportivos por três anos.
De acordo com a denúncia, “Baltazar fez gestos a torcedores da agremiação esportiva rival imitando um macaco e gesticulando como se descascasse uma banana e a jogasse na direção dos referidos torcedores”. O comportamento foi considerado criminoso e racista pelas autoridades presentes no estádio.
Essa partida marcou o início da campanha “Estamos Vigilantes”, iniciativa do MP-RJ com foco na prevenção e combate ao racismo nos jogos das competições internacionais realizados no Rio de Janeiro. Promotores do GAEDEST agora acompanham presencialmente os jogos no Maracanã e outros estádios da capital para fiscalizar condutas de torcedores.
“Essa lamentável ocorrência reforça a importância da presença dos promotores de justiça nas arenas esportivas, garantindo a eficácia da atuação de combate ao racismo e outras infrações, com apoio das forças de segurança e demais integrantes do espetáculo esportivo”, afirmou Márcio Almeida, coordenador do GAEDEST.
A presença de promotores e a punição imediata ao torcedor servem como sinal de que episódios de preconceito não serão mais tolerados com impunidade. O caso também reforça o compromisso de autoridades brasileiras no enfrentamento ao racismo no futebol, sobretudo em eventos internacionais.














