Um turista preso em buraco em Copacabana mobilizou banhistas, vendedores ambulantes e curiosos na orla da Zona Sul do Rio, em uma cena inusitada que viralizou nas redes sociais nesta sexta-feira (16). O incidente aconteceu no dia 26 de abril, quando o rapaz, de nacionalidade inglesa, cavou um buraco profundo na areia da praia e acabou ficando preso até a altura do peito.
De acordo com relatos de testemunhas, o homem pulou no buraco por conta própria, mas não conseguiu sair. A retirada foi realizada com o apoio de frequentadores da praia, utilizando utensílios improvisados como baldes, uma pá e até uma corda. A operação de resgate durou cerca de três horas e atraiu dezenas de pessoas ao redor.
O roteirista Alan Smith, que estava jogando futevôlei próximo ao local, contou que só percebeu o que acontecia ao ver uma aglomeração. “A princípio, não sabia direito o que era e comecei a gravar”, explicou. Ele filmou todo o processo e compartilhou os vídeos nas redes sociais.
O clima, que começou tenso, foi se tornando mais leve ao longo das horas. Em certo momento, uma lata de cerveja foi entregue ao turista dentro de um balde, como forma de descontrair. O rapaz usou o próprio balde para ajudar a remover a areia ao seu redor, enquanto outros banhistas reforçavam a escavação com uma pá. Um terceiro voluntário surgiu com uma corda e, finalmente, conseguiram puxar o homem para fora do buraco, sob aplausos do público.
“Sou do Pará e já vi muita coisa, mas essa foi a primeira”, comentou uma banhista que acompanhava a cena do calçadão.
A situação inusitada acabou lembrando o enredo do curta-metragem “O Cabeça de Copacabana”, dirigido por Rosane Svartman em 2000. No filme, protagonizado por Hugo Carvana, o personagem Haroldo fica preso na areia da praia com apenas a cabeça exposta e se recusa a ser resgatado, aproveitando a atenção da imprensa e do público para protestar contra a situação do país. A obra venceu prêmios internacionais e se tornou referência no cinema brasileiro.
Diferentemente do filme, o caso do turista inglês terminou sem protestos, mas com uma boa história para contar — e muitas imagens compartilhadas. O episódio também serve de alerta sobre os riscos de cavar buracos profundos na areia, prática que pode representar perigo tanto para quem realiza quanto para quem transita pelas praias movimentadas.














