Tesoureira de Beira-Mar é presa em Duque de Caxias pela Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu uma mulher apontada como a tesoureira das operações financeiras do traficante Fernandinho Beira-Mar, nesta semana, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ela é suspeita de gerenciar valores do crime organizado.

Segundo informações preliminares fornecidas pelas autoridades policiais, a acusada atuava diretamente no controle da contabilidade de esquemas criminosos ligados ao traficante, que se encontra recolhido em um presídio federal de segurança máxima. A captura ocorreu após investigações direcionadas a mapear a movimentação financeira e a lavagem de dinheiro na região da Baixada.

Prisão de gestora financeira do tráfico mobiliza policiais em Caxias

A ação que resultou na localização da suspeita faz parte de um conjunto de operações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro para desarticulação de braços financeiros de facções que operam no estado. O monitoramento de agentes de inteligência permitiu encontrar a mulher em Duque de Caxias sem que houvesse confrontos no momento da abordagem.

De acordo com os investigadores, a mulher desempenhava papel central na redistribuição de recursos oriundos de práticas ilícitas e no repasse de ordens para a manutenção das atividades da quadrilha. Todo o material apreendido com ela passará por perícia técnica para identificar novos integrantes do grupo e outras contas bancárias vinculadas ao esquema.

Como fica a região de Duque de Caxias

Após a realização da prisão, o policiamento em pontos estratégicos de Duque de Caxias e bairros vizinhos segue intensificado pelas forças de segurança locais. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro mantém patrulhamento para conter eventuais reações do crime organizado e garantir a circulação normal do transporte público, o funcionamento das escolas e a rotina do comércio regional.

Moradores da Baixada Fluminense podem realizar suas rotinas diárias normalmente. Não há relatos de vias bloqueadas ou interrupção nos serviços essenciais por conta da operação policial realizada na localidade.

O que já se sabe sobre as investigações

A Polícia Civil confirmou que o mandado de prisão preventiva foi cumprido com sucesso e que a investigada responderá por associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A apuração prossegue na delegacia especializada responsável pelo caso para detalhar o volume financeiro movimentado pela suspeita nos últimos meses.

As autoridades não divulgaram o nome completo da detida para não prejudicar as etapas seguintes do procedimento investigativo, que busca rastrear outros operadores do setor financeiro da mesma facção criminosa no Rio de Janeiro.

Quem responde pelo caso

O cumprimento da ordem judicial e os procedimentos de praxe foram conduzidos por equipes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A ocorrência foi formalizada na delegacia da área, para onde a presa foi levada antes de ser encaminhada ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A Secretaria de Estado de Polícia Civil informou que novas etapas das investigações podem ocorrer a qualquer momento para desmantelar por completo as redes de apoio logístico e contábil das organizações que atuam na Baixada Fluminense.

Como denunciar ações do crime organizado

A população pode colaborar com as investigações policiais repassando informações sobre o paradeiro de foragidos, pontos de venda de drogas ou esconderijos de armas na Baixada Fluminense. O canal oficial para o envio de relatos é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, pelo telefone 2253-1177.

O atendimento telefônico funciona durante 24 horas por dia, de segunda a domingo. O sigilo do denunciante é absoluto e garantido por lei. Também é possível enviar informações de forma anônima por meio do aplicativo oficial do Disque Denúncia RJ ou pelo site do serviço.

O que fazer se você for vítima de extorsão ou coação

Em situações de ameaça, extorsão ou abordagens truculentas por parte de grupos criminosos, a recomendação das forças de segurança é procurar imediatamente a delegacia de polícia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência. O registro é fundamental para direcionar o patrulhamento.

Para casos de emergência em andamento no momento da abordagem, o cidadão deve acionar a Polícia Militar através do número 190. Moradores também podem utilizar o portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Rio para registrar ocorrências que não envolvam violência física direta.

Foto: Povo na Rua

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