O Terminal Margaridas ganhou novas linhas intermunicipais e passou a ampliar a integração entre ônibus da Baixada Fluminense, BRT, VLT e linhas municipais do Rio. A segunda fase da medida começou no último sábado (16), no terminal localizado em Irajá, na Zona Norte da capital.
A ampliação é realizada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana e do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro, o Detro-RJ.
O objetivo é melhorar o deslocamento de passageiros que saem da Baixada Fluminense em direção à capital, especialmente trabalhadores que fazem esse trajeto diariamente. Nesta nova etapa, seis linhas com origem em Nova Iguaçu passam a operar integradas ao sistema.
As viagens acontecem todos os dias, das 6h às 22h, incluindo fins de semana e feriados. Antes dessa ampliação, outras dez linhas de Nova Iguaçu, Mesquita e São João de Meriti já funcionavam no Terminal Margaridas dentro da primeira fase do projeto.
Segundo os dados informados, somente na primeira semana de integração entre as linhas intermunicipais da Baixada Fluminense e o BRT carioca, mais de 12 mil passageiros foram transportados. As linhas operam com intervalos médios de 20 minutos e tarifa de R$ 6,70.
Para usar a integração tarifária, o passageiro deve embarcar primeiro em uma das linhas intermunicipais com destino ao Terminal Margaridas. Depois, precisa acessar as catracas específicas do BRT Metropolitano Margaridas utilizando o cartão Jaé.
Nesse momento, é cobrado o valor de R$ 5 pela integração. A cobrança libera uma janela de até 20 horas para uso do sistema, permitindo que o passageiro siga pelo BRT até o Terminal Gentileza e embarque, sem nova cobrança, no VLT ou em linhas municipais do Rio.
A integração vale tanto para a ida quanto para a volta, dentro do período permitido. Ao fim do percurso, o custo total das viagens fica em R$ 18,40, considerando o trajeto integrado entre os diferentes modais.
O passageiro Ubirajara Rosa, de 48 anos, usou o sistema pela primeira vez ao sair de Nova Iguaçu para uma consulta médica em Irajá. Ele avaliou positivamente a mudança e destacou a economia no transporte.
“Foi a primeira vez que usei essa integração no Terminal Margaridas e gostei muito. Ficou tudo mais rápido e organizado. Essa economia com a tarifa ajuda bastante no bolso”, relatou Ubirajara Rosa.
A secretária estadual de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, afirmou que a ampliação representa mais um avanço na conexão entre os sistemas metropolitano e municipal.
“Essa ampliação representa mais um passo importante na integração entre os sistemas metropolitano e municipal, garantindo ao passageiro deslocamentos mais econômicos e eficientes. Estamos fortalecendo a conexão entre diferentes modos de transporte para tornar mais simples a rotina de milhares de pessoas que se deslocam diariamente entre a Baixada Fluminense e a capital, promovendo uma mobilidade mais integrada e acessível”, destacou Priscila Sakalem.
As seis novas linhas atendem diferentes bairros de Nova Iguaçu. Em Miguel Couto, passam a operar as linhas 790I, via Luiz de Lemos, e 797I, via Ambaí, com embarque na Rua Professora Marli Ferreira de Carvalho.
Em Austin, as linhas 791I, via Tio Luiz, e 794I, via Cacuia, saem da Avenida Doutor Arruda Negreiros. Já em Cabuçu, a linha 799I, via Estrada da Palhada, terá partidas pela Rua Garanhuns. A linha 742I sairá da Avenida Taguaretinga.
Segundo o técnico-operacional do Detro, Lourenço de Paula, a definição das novas linhas foi feita com base nos principais fluxos de deslocamento da Baixada Fluminense para a capital.
“As novas linhas foram escolhidas a partir de estudos técnicos e operacionais, considerando os principais fluxos de deslocamento da Baixada Fluminense para a capital. A expectativa é continuar melhorando a mobilidade”, explicou Lourenço de Paula.
Com a nova fase da integração, o Terminal Margaridas passa a ter papel ainda mais estratégico na conexão entre a Baixada Fluminense e o sistema de transporte da capital. A expectativa é que a ampliação ajude a reduzir custos, organizar deslocamentos e facilitar a rotina de quem depende do transporte público todos os dias.














