A lei nº 5.197/ 1967, proíbe a utilização, perseguição, destruição e caça e animais silvestres, além disso a lei nº9.605/98, também estabelece que é proibido manter animais silvestres em cativeiro sem autorização expressa do IBAMA ou de órgãos estaduais, o que é crime. E muitos não sabem que um simples pássaro ou peixe silvestre pode representar riscos à saúde toda sua família.
– Animais silvestres constituem importantes reservatórios para a transmissão de agentes zoonóticos, como bactérias, vírus e parasitas, para animais domésticos e humanos. O agente pode ser transmitido por contato direto, por meio do manuseio ou ingestão, ou indiretamente, por vetores, como carrapatos ou mosquitos – explica Edenise Garcia, diretora de Ciências da ONG The Nature Conservancy (TNC)
Espécies silvestres não são adaptadas à convivência doméstica. Quando retiradas da natureza, elas ficam mais vulneráveis a infecções, alterações de comportamento e sofrimento físico. A dra. Garcia cita alguns exemplos.
Tartarugas e jabutis
Apesar de parecerem inofensivos, esses animais podem transmitir bactérias como a salmonella. Em cativeiro doméstico, também costumam sofrer com alimentação inadequada e falta de espaço, o que reduz drasticamente sua expectativa de vida.
Pássaros silvestres
Papagaios, araras e outros pássaros silvestres são altamente sensíveis ao confinamento. Além do risco de doenças respiratórias e parasitárias, o aprisionamento causa estresse intenso e altera o comportamento natural das aves.
Macacos
Saguis e macacos-prego são um dos maiores riscos à saúde. Eles podem transmitir doenças graves aos humanos e também adoecer com facilidade ao viver fora do habitat natural, desenvolvendo agressividade e distúrbios comportamentais.
Répteis
Cobras e lagartos exigem controle rigoroso de temperatura e umidade ou adoecem rapidamente. Além disso, o contato pode resultar em mordidas, envenenamentos e infecções bacterianas.
Peixes silvestres
A retirada de peixes da natureza prejudica ecossistemas inteiros. Em aquários domésticos, a falta de manejo adequado favorece doenças, morte precoce dos animais e desequilíbrios ambientais.














