Supermercado Princesa tem obra embargada em Copacabana após irregularidades

Fiscalização municipal em Copacabana

A Prefeitura do Rio interrompeu as intervenções realizadas pelo Supermercado Princesa na Avenida Princesa Isabel, após técnicos identificarem uma série de modificações não autorizadas no passeio público. A decisão de embargar a reforma ocorreu depois de denúncias de moradores da região, que relataram mudanças irregulares em um trecho movimentado de Copacabana. A fiscalização constatou que a obra embargada em Copacabana incluía alterações no nível da calçada e a instalação parcial de uma rampa, executadas antes mesmo de qualquer aprovação oficial.

Conforme a Secretaria Municipal de Conservação, equipes da 4ª Gerência de Conservação estiveram no local na quinta-feira e verificaram que o bicicletário público havia sido removido sem licença, assim como frades de concreto que organizavam o fluxo de pedestres e protegiam o passeio. A pasta informou que nenhuma das intervenções possuía autorização municipal, uma exigência obrigatória para qualquer modificação de mobiliário urbano ou alteração no desenho da calçada.

O embargo foi formalizado em edital assinado por Bruno Santos, gestor da Gerência Executiva Local de Copacabana e Leme. O documento determina que todas as atividades sejam imediatamente paralisadas e que a construtora Campos Pinheiro Arquitetura e Construção Ltda. restaure integralmente o trecho afetado. Em caso de descumprimento, a empresa poderá ser penalizada com multa diária e outras medidas previstas pela legislação.

A operação contou com apoio da Polícia Militar, que acompanhou a equipe de fiscalização por questões de segurança. Moradores já vinham relatando nos últimos dias a movimentação na calçada, incluindo a retirada do bicicletário e o avanço das obras. Segundo relatos, as mudanças poderiam prejudicar o deslocamento de pedestres, especialmente em uma área conhecida pelo grande fluxo de turistas, moradores e trabalhadores.

Até o momento, a Rede Economia, grupo do qual o Supermercado Princesa faz parte, não se manifestou sobre o embargo nem explicou as alterações realizadas à revelia da prefeitura. A administração municipal afirmou que seguirá monitorando a recomposição da área e que novas infrações poderão resultar em medidas mais severas, incluindo autuações adicionais e possíveis ações judiciais para garantir o cumprimento das normas urbanísticas.

Limpatech