O músico norte-americano Sly Stone, conhecido por liderar a banda Sly and the Family Stone e por ser um dos grandes nomes do funk, morreu nesta segunda-feira (9), aos 82 anos. A informação foi confirmada por sua família à imprensa dos Estados Unidos. O artista lutava contra uma doença pulmonar obstrutiva crônica, além de outros problemas de saúde.
Stone estava em casa quando faleceu, rodeado por seus três filhos, seu amigo mais íntimo e outros familiares. Em comunicado divulgado à revista Variety, seus entes queridos destacaram: “Nos consola saber que seu extraordinário legado musical seguirá ressoando e inspirando as futuras gerações.”
Sly Stone marcou época ao misturar gêneros como soul psicodélico, blues, funk e rock com influências do gospel afro-americano. Seu trabalho refletia também a consciência hippie dos anos 1960 e abordava questões sociais, especialmente o combate ao racismo. Com essa proposta, sua banda se tornou uma das primeiras a integrar músicos negros e brancos em igualdade no palco.
Entre os grandes momentos de sua carreira está a apresentação histórica no festival de Woodstock, em agosto de 1969. No auge, Sly era conhecido por sua energia vibrante, estilo único e letras provocativas, que questionavam preconceitos e desigualdades.
O sucesso chegou cedo: em 1967, o grupo emplacou “Dance to the Music”, seu primeiro hit. No ano seguinte, veio “Everyday People”, que alcançou o topo das paradas. Já nos anos 1970, lançou uma de suas músicas mais lembradas, “If You Want Me To Stay”, uma obra-prima do rhythm and blues.
Apesar da trajetória meteórica, Sly Stone se afastou do estrelato no início dos anos 1970, em meio a problemas com drogas e conflitos pessoais que levaram à dissolução da banda. Ele ainda tentou retomar a carreira, mas com pouco sucesso. Uma de suas últimas aparições marcantes foi no palco do Grammy Awards em 2006, em uma tentativa frustrada de reunião com antigos membros da Family Stone.
Ao longo de apenas cinco anos de grande produção, Sly Stone deixou uma marca profunda na história da música mundial. Sua contribuição não foi apenas artística: ele ajudou a quebrar barreiras raciais e a expandir os horizontes do que se entendia por música negra nos Estados Unidos.
Com a morte de Sly Stone, o mundo perde não apenas um artista, mas um símbolo de inovação, ousadia e resistência cultural.














