Victor Travancas pediu neste fim de semana que a Polícia Federal acompanhe e apure as circunstâncias da tentativa de assalto ocorrida na Zona Sul do Rio de Janeiro nas proximidades do secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione.
A cobrança foi feita após a divulgação de que seguranças ligados ao secretário estadual intervieram em uma tentativa de assalto e trocaram tiros com criminosos na Zona Sul da cidade.
De acordo com a notícia divulgada pela imprensa, os agentes reagiram à ação criminosa e houve confronto armado, sem registro de feridos graves.
O caso ganhou repercussão política depois que Travancas — que recentemente ganhou destaque na imprensa nacional e internacional por suas denúncias sobre irregularidades no governo estadual — afirmou que o episódio precisa ser analisado com rigor pelas autoridades federais.
Segundo o advogado, a situação exige atenção especial por envolver um dos principais nomes do governo estadual.
*“Acho muita coincidência que um assalto aconteça exatamente onde o Nicola estava. Este povo é cruel e covarde”,* declarou.
Travancas disse estar preocupado com a segurança de Miccione e defendeu que a Polícia Federal acompanhe as investigações para garantir transparência e proteção institucional.
Em artigo publicado nesta semana, Travancas já havia afirmado que é necessário *“separar o joio do trigo”* dentro da administração estadual. Na avaliação do jurista, Miccione seria uma das poucas figuras do governo que mantêm postura técnica e ética.
Segundo ele, o secretário aparece hoje como um dos nomes mais fortes para assumir o comando do estado caso haja mudanças no cenário político.
*“Nicola talvez seja o único homem honesto neste governo. Se vier a assumir o Estado, poderá acabar com os esquemas que se instalaram no Palácio”,* afirmou Travancas.
A declaração ocorre em meio a um momento de forte tensão política no Rio de Janeiro, com investigações, denúncias e disputas internas no governo estadual.
Para Travancas, o episódio reforça a necessidade de proteção institucional ao secretário e de investigação rigorosa das circunstâncias do ocorrido.
*“Se há crime organizado infiltrado no poder, qualquer fato que envolva autoridades que tentam agir corretamente precisa ser investigado com máxima seriedade”,* concluiu.














