Morreu nesta quarta-feira (8) Luiz Guilherme Dias, segunda vítima do ataque a tiros em borracharia na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele estava internado em estado grave no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, desde o último sábado (4), mas não resistiu aos ferimentos.
A primeira vítima fatal do atentado foi Márcio Luiz da Conceição Costa, de 20 anos, que morreu ainda no local. O ataque ocorreu na Rua São Miguel, em frente a uma borracharia, e deixou também uma terceira pessoa ferida — o estado de saúde dela não foi divulgado.
De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), o atentado teria sido motivado por uma guerra entre facções criminosas. O verdadeiro alvo dos disparos seria um traficante do Comando Vermelho (CV), e os autores do crime seriam ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), da região do Morro da Casa Branca.
Segundo a polícia, câmeras de segurança registraram o momento em que um criminoso encapuzado desce de uma escadaria e atira contra as pessoas que estavam no local. As imagens ajudam os investigadores a identificar o autor do ataque.
Ligação com a morte de Matuê
As investigações apontam que o alvo principal seria Luiz Fernando Dias dos Santos, conhecido como Matuê, apontado como uma das lideranças do tráfico na Praça Seca. O traficante foi morto nesta quinta-feira (9) em confronto com a Polícia Civil durante uma operação na região.
De acordo com a apuração, o primeiro morto no atentado, Márcio Luiz, pode ter sido confundido com Matuê, já que os dois usavam o cabelo pintado de forma semelhante. O caso reforça a hipótese de erro de alvo motivado por disputa entre grupos rivais.
Após o crime, familiares e amigos de Márcio realizaram um protesto na Rua Conde de Bonfim, também na Tijuca, pedindo justiça e cobrando respostas das autoridades. “Meu filho nunca foi bandido. Era um rapaz querido por todos”, desabafou a mãe durante a manifestação.
Pelas ruas, cartazes e faixas pediam por justiça: “Até quando nós, moradores, vamos sofrer por essa guerra que não é nossa?”, dizia uma das mensagens.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital, que tenta identificar os responsáveis e confirmar a motivação do ataque. A Polícia Civil também analisa se o crime tem ligação direta com as recentes operações que resultaram na morte de Matuê e na intensificação da disputa pelo controle do tráfico na região.














