Uma operação da Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (17) resultou na prisão de quatro criminosos e na apreensão de cinco fuzis de guerra na Comunidade de Nova Marília, em Magé, na Baixada Fluminense. A ação assustou moradores com uma forte troca de tiros na região.
Ação armada e cerco policial na Comunidade de Nova Marília
As equipes do batalhão da área foram até a Comunidade de Nova Marília para checar a informação de que bandidos do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teriam se deslocado para a Baixada Fluminense. Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos a tiros pelos criminosos, dando início a um intenso confronto armado.
Durante o tiroteio, o bando tentou fugir em direção a uma área de mata fechada próxima à comunidade. Para fechar as rotas de fuga, a corporação acionou o apoio de um helicóptero do Grupamento Aeromóvel (GAM), que realizou o monitoramento aéreo de todo o perímetro da região.
Com o cerco montado em solo e no ar, os quatro suspeitos foram localizados e cercados dentro de uma residência da comunidade. Segundo a Polícia Militar, a prisão ocorreu sem novos disparos e a integridade física dos detidos foi garantida. No imóvel, os agentes encontraram cinco fuzis de alto calibre, além de roupas e acessórios camuflados, vestimentas comumente usadas em disputas territoriais.
Segundo as investigações preliminares, dois dos quatro homens capturados já tinham anotações criminais anteriores. Todo o material apreendido e os detidos foram encaminhados para a delegacia da região para o registro da ocorrência e perícia das armas.
O que já se sabe sobre a invasão e a investigação
A principal linha de apuração indica que os criminosos vieram do Complexo da Penha com o objetivo de reforçar o controle do tráfico de drogas em Magé ou preparar uma investida armada contra favelas vizinhas. A movimentação de grupos armados entre a Zona Norte da capital e os municípios da Baixada Fluminense tem sido acompanhada de perto pelos setores de inteligência da segurança pública.
A apreensão dos cinco fuzis representa um duro golpe na estrutura bélica da quadrilha que atua no local. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro agora vai submeter o material recolhido ao confronto balístico, buscando identificar se os fuzis apreendidos foram utilizados em homicídios ou em outros confrontos recentes registrados na Baixada Fluminense.
Até o momento, não há relatos de moradores ou policiais feridos durante a troca de tiros. O caso foi registrado e segue sob investigação para identificar outros integrantes do grupo armado que possam ter conseguido escapar durante o cerco na mata.
Como fica a região e o impacto na rotina dos moradores
O tiroteio assustou quem mora e trabalha na Comunidade de Nova Marília e nos bairros vizinhos em Magé. Durante a movimentação policial, moradores relataram momentos de tensão e precisaram buscar abrigo dentro de casa. No entanto, segundo as autoridades, os serviços essenciais no município operam sem interrupções oficiais no momento.
A Polícia Militar informou que o policiamento ostensivo segue reforçado em toda a região de Magé nos próximos dias. Viaturas do 34º Batalhão de Polícia Militar mantêm o patrulhamento nas vias de acesso à comunidade para evitar retaliações e garantir a circulação segura de passageiros nos ônibus e no comércio local.
As escolas estaduais e municipais do entorno mantiveram o funcionamento, mas pais e responsáveis foram orientados a acompanhar os comunicados oficiais das secretarias de educação caso haja qualquer alteração no quadro de segurança ao longo da semana.
Quem responde por isso e como denunciar
A responsabilidade pelo patrulhamento na região de Magé é do 34º Batalhão de Polícia Militar. A investigação do caso e o desdobramento dos inquéritos estão a cargo das delegacias da Polícia Civil que cobrem o município, responsáveis por mapear a atuação do crime organizado na Baixada.
A participação da população é fundamental para ajudar as forças de segurança a localizar esconderijos de armas, drogas e criminosos foragidos. As denúncias podem ser feitas de forma totalmente anônima, garantindo o sigilo absoluto do denunciante.
- Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone 2253-1177 (atendimento 24 horas por dia).
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177.
- Aplicativo móvel: Disque Denúncia RJ.
- Emergências da Polícia Militar: ligue 190.
Caso precise registrar uma ocorrência presencialmente ou levar informações diretamente à Polícia Civil, o morador pode procurar a delegacia do município de Magé portando documento de identidade com foto para o atendimento formal.














