Rede Multi Market é acusada de não pagar salários e demitir trabalhadores, diz sindicato

Rede Multi Market

Segundo apuração do portal Diário do Rio, a Rede Multi Market está sendo acusada de não pagar salários e de realizar demissões em massa sem aviso prévio. A denúncia veio à tona após relatos de trabalhadores da unidade localizada na Gamboa, região central da cidade, que teria encerrado as atividades de forma repentina, deixando os funcionários sem qualquer respaldo.

Na manhã da última terça-feira (13), representantes do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (SEC-RJ) estiveram na loja e constataram o fechamento. Os trabalhadores afirmam que, na sexta-feira (9), não compareceram ao trabalho por não terem recebido seus salários. A empresa, por sua vez, informou que não abriria no sábado (10) e domingo (11), sem prestar esclarecimentos adicionais.

A situação piorou na segunda-feira (12), quando os funcionários voltaram ao local de trabalho e continuaram sem qualquer posicionamento da empresa. Na terça-feira (13), ao retornarem novamente, foram surpreendidos com a informação de que todos haviam sido demitidos por justa causa.

“É uma verdadeira sacanagem o que o supermercado faz com os trabalhadores. Estamos aqui com vários pais de família que não receberam seus salários e agora a empresa vem com a historinha de que todos foram demitidos por justa causa. Nosso jurídico já está atuando para cobrar todos os direitos e indenizações desses trabalhadores”, declarou Paulo Henrique, diretor jurídico do sindicato.

O presidente do SEC-RJ, Márcio Ayer, também criticou duramente a atitude da empresa: “São patrões que não respeitam os trabalhadores. Todos ralaram muito o mês inteiro e merecem seus salários pagos regularmente. A empresa não fez qualquer aviso, simplesmente fechou as portas e mandou todos embora. Vamos cobrar da justiça uma resposta rápida contra esses abusos”.

O sindicato convocou uma reunião com todos os trabalhadores prejudicados para a próxima segunda-feira (19), às 10h, na sede da entidade no Centro do Rio. A expectativa é dar encaminhamento às ações judiciais que buscam garantir os direitos dos funcionários afetados pela medida considerada arbitrária.

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