O homem desde os primórdios se intriga ao olhar para o céu e se pergunta, como tudo começou? Hipóteses diversas foram formuladas, brilhantes pensadores foram exaltados, outros condenados mas, hoje, as pesquisas demonstram que a Terra se formou há aproximadamente 4,57 bilhões de anos.
Uma das formas de se comprovar a idade do planeta são as centenas de fósseis encontrados em rochas formadas há aproximadamente 540 milhões de anos, no início de um período que os cientistas chamam de Cambriano. Isso significa dizer que o Pré-cambriano, onde os primeiros passos da evolução e diversificação da vida ocorreram, compreende 88% de todo o tempo de existência do nosso planeta – ou seja, mais de 4 bilhões de anos.
– Porém poucas são as evidências de vida encontradas em rochas dessa idade, primeiro porque as rochas antigas são relativamente raras, obviamente devido a ação da erosão de milhares de anos, e segundo porque as primeiras formas de vida eram muito frágeis, dificultando sua preservação. A datação por radiocarbono é o método mais comum, que envolve a medição de quantidades de carbono-14, um isótopo de carbono radioativo, ou versão de um átomo com um número diferente de nêutrons. O carbono-14 é onipresente no meio ambiente. Depois que se forma no alto da atmosfera – conta Thomas Higham, arqueólogo e especialista em datação por radiocarbono da Universidade de Oxford, na Inglaterra.
Então cientistas identificam como o registro mais antigo de vida no planeta as assinaturas químicas que indicam a presença de organismos. As evidências mais confiáveis são rochas formadas pela ação de microrganismos, mais precisamente pelas cianobactérias, os estromatólitos, encontrados inclusive no Brasil
– Os mais antigos datam de 3,45 bilhões de anos e foram encontrados na região de Pilbara, oeste da Austrália e em Shark Bay, onde se encontram estromatólitos recentes – que são muito raros –, nos quais se pode observar bolhas de oxigênio, tal qual teria acontecido há bilhões de anos. Também em Pilbara são encontradas estruturas arredondadas interpretadas como sendo arqueias (organismos unicelulares semelhantes às bactérias) com metabolismo baseado em enxofre. Evidenciando a origem da vida – explica Matthew Dodd, do University College de Londres














