Quem é Coronel do Muquiço e Grisalho, as lideranças do tráfico que teriam ordenado ataque a policiais no Rio?

Investigações apontam para líderes do TCP no ataque que resultou na morte de um policial no Muquiço

A Polícia Civil intensifica a ocupação na comunidade do Muquiço, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em busca dos responsáveis pelo ataque que vitimou um policial nesta quarta-feira (8). As investigações concentram esforços para identificar os autores dos disparos efetuados contra os agentes na Avenida Brasil, próximo a Guadalupe.

A região é dominada por facções criminosas, e os nomes de duas lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) surgem como principais suspeitos de terem ordenado a ação. A polícia busca elucidar a participação de Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel do Muquiço, e Carlos Eduardo Barros de Oliveira, o Grisalho, no incidente.

Conforme apurado pelas forças de segurança, ambos possuem um histórico de alta periculosidade e envolvimento com crimes graves. As autoridades acreditam que a ação criminosa pode ter sido uma resposta a operações policiais na área. A apuração dos fatos está em andamento para confirmar o envolvimento das lideranças citadas. A informação é baseada em investigações da Polícia Civil.

Coronel do Muquiço: Perfil de alta periculosidade

Bruno da Silva Loureiro, de 43 anos, o Coronel do Muquiço, é considerado pelas forças de segurança um criminoso de altíssima periculosidade. Ele possui anotações criminais por homicídio, tráfico de drogas e lesão corporal. Sua prisão ocorreu em junho deste ano, enquanto estava internado em um hospital para tratar uma infecção.

As investigações sobre Coronel remontam a anos. Em 2015, ele foi investigado como mandante do assassinato de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, que foi torturada até a morte após ser abordada em um baile funk. Já em 2021, o Disque Denúncia oferecia uma recompensa de mil reais por informações sobre seu paradeiro, indicando-o já como liderança do TCP na época.

Grisalho, o aliado do 3N, também é alvo da investigação

Outro nome de peso nas investigações é Carlos Eduardo Barros de Oliveira, o Grisalho. Oriundo do Complexo do Chapadão, ele também é apontado como integrante de uma quadrilha especializada em roubos de carga e pode ter coordenado o ataque aos policiais. Grisalho é um aliado de Thomaz Jhayson Vieira, o 3N, que liderava o tráfico no Complexo do Salgueiro.

Grisalho teria deixado a facção Comando Vermelho (CV) para se juntar ao Terceiro Comando Puro (TCP), seguindo o mesmo caminho de 3N. Em 2019, ele ganhou notoriedade nas redes sociais com uma postagem debochando da polícia: “Quem me pegar tem um doce”. Contra ele, existem 14 mandados de prisão em aberto, sendo um deles por homicídio.

Ocupação policial busca estabilizar a região e capturar envolvidos

A ocupação policial no Muquiço é por tempo indeterminado e visa não apenas capturar os envolvidos no ataque, mas também restabelecer a ordem na comunidade. A presença ostensiva das forças de segurança busca coibir novas ações criminosas e garantir a segurança da população local.

A atuação de lideranças como Coronel e Grisalho tem sido um desafio constante para as autoridades. A disputa territorial e o controle de atividades ilícitas alimentam a violência na região, tornando ações como a ocorrida na Avenida Brasil uma triste realidade.

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