Quedas de luz no Recreio e na Tijuca se repetem diariamente

Equipe da Light

As quedas de luz no Recreio e na Tijuca vêm se repetindo diariamente e têm afetado de forma direta a rotina de moradores dos dois bairros da Zona Oeste e da Zona Norte do Rio. Relatos apontam apagões frequentes, picos de energia e interrupções prolongadas no fornecimento, cenário que se arrasta há meses sem solução definitiva.

No Recreio dos Bandeirantes, um complexo residencial com cerca de 800 famílias enfrenta oscilações constantes desde setembro do ano passado. Segundo moradores, as interrupções chegam a ocorrer até cinco vezes por dia, inclusive durante a madrugada. A síndica Ana Paula Cardoso afirma que diversos protocolos já foram abertos junto à concessionária, mas as respostas têm sido apenas paliativas. “Hoje tivemos três picos de luz de madrugada. É uma situação contínua, não há previsibilidade”, relatou, em depoimento ao jornal O Dia.

Além do transtorno diário, os prejuízos financeiros se acumulam. Elevadores deixam de funcionar, moradores evitam sair de casa e eletrodomésticos são danificados pelas oscilações. A moradora Marta Lima afirma ter perdido três televisores. “Quando falta luz, falta água. É um sofrimento só”, disse ao jornal O Dia, referindo-se às bombas elétricas responsáveis pelo abastecimento dos prédios.

Na Tijuca, a situação também preocupa. Moradores da Rua Mariz e Barros relatam quedas diárias desde dezembro, com registros de interrupções que chegaram a durar até 12 horas. Na última segunda-feira (12), um idoso ficou preso em um elevador durante um apagão e precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros.

Comerciantes da região passaram a recorrer a geradores para manter as atividades, enquanto moradores contabilizam equipamentos queimados e perdas materiais. “A gente abre protocolo, mas não vê retorno. Vem uma equipe de emergência, faz um paliativo e o problema volta”, afirmou Michele Malaguiti, em depoimento ao jornal O Dia.

Em nota, a Light informou que, no Recreio, o fornecimento tem sido impactado por furtos de cabos e que equipes técnicas atuam para estabilizar o sistema. Já na Tijuca, a concessionária atribui as quedas a sobrecargas irregulares que provocam desarmes nos sistemas de distribuição. A empresa afirma realizar manutenções, mas não apresentou prazo para a normalização definitiva do serviço.

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