Uma investigação apontou que uma quadrilha simulava emergência médica para extorquir familiares de pacientes internados em hospitais. Nesta terça-feira (2), a Polícia Civil realizou a Operação Fake Doc para desarticular o grupo, suspeito de aplicar o golpe do falso exame em vítimas em diferentes regiões do país. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), em apoio ao trabalho coordenado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
Segundo a corporação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados aos quatro investigados. As diligências ocorreram na Zona Oeste do Rio, em Santa Catarina e também no Rio Grande do Sul. Um dos suspeitos foi preso e outro é considerado foragido.
De acordo com as investigações, integrantes do esquema se passavam por médicos ou coordenadores de unidades hospitalares. O grupo ligava para parentes de pacientes internados, afirmando que o estado de saúde havia piorado e que seriam necessários exames emergenciais, supostamente não cobertos pelos planos de saúde.
Usando discursos alarmistas, os golpistas criavam sensação de urgência para pressionar familiares a fazer transferências imediatas, geralmente via Pix. Todo o material recolhido será analisado pela Polícia Civil para identificar outros envolvidos, dimensionar o alcance da prática e verificar se o esquema atuou em outras regiões.
A corporação alerta para cuidados no compartilhamento de informações pessoais e recomenda desconfiar de abordagens que criam clima de urgência, especialmente quando envolvem solicitações financeiras.














