Os prefeitos da Região dos Lagos decidiram atuar de forma unificada contra as falhas recorrentes nos serviços de abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica. A mobilização ocorreu durante a primeira reunião ordinária do ano do Conderlagos, realizada nesta terça-feira (6), em Cabo Frio, e marcou uma cobrança direta às concessionárias responsáveis pelos serviços.
O encontro reuniu gestores dos oito municípios consorciados, que relataram prejuízos generalizados provocados por quedas constantes de energia e instabilidade no abastecimento de água. Os problemas têm afetado moradores, comerciantes, turistas, equipamentos públicos e serviços essenciais, como saúde, educação e segurança, especialmente durante o período de alta temporada.
Segundo os prefeitos, a precariedade na prestação dos serviços é considerada inaceitável diante da importância econômica e turística da região. A Região dos Lagos recebe um dos maiores fluxos de visitantes do estado do Rio de Janeiro, o que aumenta a demanda por infraestrutura adequada e funcionamento contínuo dos serviços básicos.
Como encaminhamento, os gestores assinaram um ofício conjunto exigindo esclarecimentos formais e providências imediatas das concessionárias. O documento cobra a apresentação de planos emergenciais, cronogramas de investimento e medidas concretas para evitar novas interrupções no fornecimento de água e energia.
Além da cobrança direta às empresas, o Conderlagos informou que o ofício será encaminhado a órgãos reguladores e fiscalizadores, como a Agência Nacional de Energia Elétrica, o Ministério de Minas e Energia, o Ministério Público e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, ampliando a pressão institucional sobre as concessionárias.
Os prefeitos também sinalizaram a possibilidade de adoção de medidas jurídicas e coletivas para proteger a população, o comércio e os serviços públicos afetados. O objetivo é assegurar os direitos dos consumidores e buscar reparação pelos prejuízos causados pelas falhas nos serviços essenciais.
A atuação conjunta marca o início de 2026 com um posicionamento mais firme dos municípios da Região dos Lagos, que defendem soluções estruturais e permanentes para garantir qualidade de vida à população e segurança ao desenvolvimento econômico local.














