A PM reforça policiamento na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, após a morte do agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), José Antônio Lourenço Junior. O policial participava de uma operação que visava combater a comercialização de gelo contaminado para estabelecimentos da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes.
De acordo com a redação do jornal Extra, a operação, realizada em conjunto com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Cedae, acabou marcada por intensos confrontos. José foi atingido durante a ação e chegou a ser levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos. O enterro acontece nesta terça-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, com velório previsto para o meio-dia.
A repercussão da morte foi imediata. Desde a manhã seguinte, a presença da Polícia Militar na Cidade de Deus aumentou visivelmente. Apesar do clima de aparente tranquilidade nesta terça, os reflexos do confronto ainda impactam a rotina da comunidade e de regiões vizinhas.
Trinta escolas da rede municipal nas áreas afetadas, incluindo a Gardênia Azul, passaram a funcionar remotamente por segurança. Duas unidades de saúde suspenderam todas as atividades externas, como visitas domiciliares e atendimentos itinerantes.
Durante a operação, a Cidade de Deus foi palco de confrontos violentos. A Linha Amarela precisou ser fechada, e motoristas abandonaram seus veículos em meio à confusão. Muitos se jogaram ao chão para tentar se proteger dos disparos.
Na Rua Edgard Werneck, barricadas foram incendiadas e o tráfego ficou comprometido por horas. Ao todo, dezenove linhas de ônibus tiveram seus trajetos alterados devido à insegurança nas vias de acesso.
O Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que levem aos responsáveis pela morte do agente. A iniciativa busca mobilizar a população para colaborar com a identificação dos envolvidos na ação criminosa.
A venda de gelo contaminado, foco da operação que terminou com a morte do policial, é uma prática que tem gerado preocupação pelas consequências à saúde pública, principalmente durante períodos de grande movimento nas praias.
As investigações seguem em andamento e a expectativa é de que a operação tenha desdobramentos nos próximos dias. A prefeitura, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre o impacto do ocorrido nos serviços públicos locais.














