O policial militar José Luiz Porto Júnior, de 42 anos, foi sepultado na tarde desta terça-feira (15) no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. O agente foi assassinado a tiros no domingo (13), em Senador Camará.
Amigos de farda, familiares e moradores da região acompanharam a despedida do sargento lotado no 14º BPM (Bangu). O clima no cemitério foi de profunda comoção durante a homenagem prestar pelos companheiros de farda da corporação.
Entenda como aconteceu o ataque ao policial militar
O crime ocorreu na manhã do último domingo, na localidade conhecida como Orla do Viegas, em Senador Camará. O policial trafegava de carro acompanhado do genro quando decidiu desembarcar para abordar homens que consumiam drogas no local.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, durante a tentativa de abordagem houve luta corporal. O suspeito conseguiu tomar a pistola do agente e efetuou sete disparos contra o militar, que morreu dentro do veículo.
Após os tiros, o autor do crime fugiu na garupa de uma motocicleta pilotada por um comparsa. Na fuga, o criminoso ainda disparou três vezes para o alto antes de deixar a comunidade. A arma do policial foi recuperada posteriormente pelas equipes policiais.
Como funciona a investigação e as prisões do caso
Policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiram o caso logo após o crime e realizaram diligências na Zona Oeste. Ainda no domingo, os agentes prenderam um homem em flagrante por suspeita de envolvimento direto no homicídio do sargento.
A Polícia Civil busca agora identificar e localizar o condutor da motocicleta usada na fuga, além de apurar se outros criminosos da comunidade do Viegas participaram da ação contra o agente público.
O que muda na rotina dos moradores de Senador Camará
O clima no bairro de Senador Camará segue tenso após a morte do agente do 14º BPM. O policiamento ostensivo foi reforçado nas vias de acesso à comunidade do Viegas e nas imediações da estação de trem da região.
Moradores que utilizam o transporte público e as linhas de ônibus locais devem ficar atentos a possíveis operações policiais nos próximos dias. Até o momento, o comércio da região e as unidades escolares funcionam sem interrupções oficiais, mas o patrulhamento permanece intensificado.
Como denunciar suspeitos e colaborar com a polícia
A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro de outros envolvidos na morte do militar seja repassada aos órgãos oficiais. O anonimato é garantido em todos os canais de atendimento da segurança pública do Rio de Janeiro.
- Disque Denúncia: (21) 2253-1177 (atendimento 24 horas por telefone ou WhatsApp).
- Delegacia de Homicídios da Capital (DHC): Atendimento presencial na Barra da Tijuca ou pelo telefone central da Policia Civil.
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ (disponível para celulares Android e iOS).
- Emergências da PM: Ligue 190 caso presencie movimentações suspeitas na região.
O que fazer em casos de violência na sua região
Ao presenciar confrontos ou abordagens policiais em áreas de risco na Baixada Fluminense ou no Rio, a orientação das autoridades é buscar abrigo imediato em locais cobertos e fechados. Evite permanecer em vias públicas ou tirar fotos durante operações de emergência.
Vítimas ou testemunhas de crimes graves podem registrar ocorrências na delegacia mais próxima ou utilizar a Delegacia Online da Polícia Civil para casos que não envolvam violência física imediata, garantindo o início das apurações pelas autoridades competentes.















