PM é indiciado por homicídio de feirante na Penha

Policial militar Fernando Ribeiro Baraúna

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Pedro Henrique Morato Dantas, de 32 anos, ocorrida na madrugada de 6 de abril na Penha, Zona Norte do Rio. O caso ganhou novo desdobramento nesta semana: PM é indiciado por homicídio qualificado, segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). O agente estava de folga no momento do crime.

O policial militar Fernando Ribeiro Baraúna, lotado no 18º BPM (Jacarepaguá), foi preso em flagrante logo após o disparo que matou o feirante. Segundo a investigação, o PM havia saído de uma boate na região, acompanhado de uma mulher, quando foi atingido por uma garrafada durante uma discussão. A agressão teria ocorrido dentro do estabelecimento.

Logo após o episódio, Fernando passou a perseguir o autor do golpe. Armado, saiu pelas ruas e, em meio a uma feira de rua sendo montada, confundiu Pedro Henrique com o agressor. O policial disparou contra o feirante, que morreu ainda no local. A vítima não teve qualquer envolvimento com a confusão.

Câmeras de segurança e relatos de testemunhas foram fundamentais para a conclusão do inquérito. O relatório final da DHC aponta que o PM agiu de forma irresponsável e cometeu um erro fatal. A investigação foi encaminhada ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que dará prosseguimento ao processo.

“Meu tio foi brutalmente assassinado sem qualquer motivo. Ele não era bandido, era trabalhador. Não teve nenhuma discussão no bar, estava todo mundo tranquilo”, afirmou Monique Monteiro, sobrinha da vítima, em depoimento nas redes sociais.

O policial segue preso preventivamente enquanto aguarda julgamento. A Justiça ainda não definiu a data da audiência. O caso gerou protestos no bairro da Penha, com pedidos de justiça por parte da família e da comunidade local.

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