A Polícia Federal abriu investigação para apurar a suposta tentativa de suicídio de um Sicário ligado a Vorcaro, identificado como Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão. O caso ocorreu na tarde de quarta-feira (4), dentro da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais, pouco tempo após a prisão do investigado na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Segundo informações iniciais, Mourão teria sido encontrado em situação grave e socorrido imediatamente por agentes que estavam no local. A equipe iniciou procedimentos de reanimação e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em seguida, ele foi encaminhado ao Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte.
Relatos divulgados na noite de quarta-feira indicavam que o investigado poderia ter evoluído para um quadro de morte encefálica. No entanto, a Polícia Federal informou em nota que não confirmou oficialmente as informações divulgadas sobre o estado clínico do preso.
Paralelamente, um veículo de alto padrão ligado ao Sicário ligado a Vorcaro foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal na BR-381, no município de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais. O automóvel, uma Range Rover blindada avaliada em mais de R$ 700 mil, estava sendo conduzido por um homem e uma mulher que afirmaram viajar de Belo Horizonte para São Paulo.
Durante a abordagem, os ocupantes informaram que o veículo pertencia a um amigo. Após consulta aos sistemas, os policiais constataram que o carro estava registrado em nome de Mourão e possuía restrição de circulação determinada pelo Supremo Tribunal Federal, além de pendências no licenciamento.
De acordo com as investigações, Mourão teria papel relevante em uma estrutura de vigilância associada ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A Polícia Federal aponta que ele coordenaria atividades de monitoramento, coleta de informações e acompanhamento de pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário.
Mensagens analisadas pelos investigadores indicam que Mourão organizava ações de um grupo chamado “A Turma”, formado por pessoas próximas ao banqueiro e profissionais ligados à área de segurança. Segundo a PF, a estrutura teria financiamento mensal estimado em cerca de R$ 1 milhão para custear operações e pagamentos aos integrantes.
A operação que resultou nas prisões e buscas foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Na decisão, o magistrado apontou indícios de tentativa de interferência nas investigações como fundamento para as medidas cautelares.
A defesa de Daniel Vorcaro afirma que o empresário sempre colaborou com as autoridades e solicitou acesso integral aos elementos reunidos no inquérito. Enquanto isso, a Polícia Federal segue investigando as circunstâncias do episódio envolvendo o Sicário ligado a Vorcaro dentro da sede da corporação.














