MPRJ pede internação de adolescente ligado ao estupro coletivo em Copacabana

Homens saem de condomínio após cometerem estupro coletivo em adolescente

O caso de estupro coletivo em Copacabana ganhou um novo desdobramento após o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) mudar sua posição e solicitar à Justiça a internação provisória do adolescente de 17 anos investigado na ocorrência. A medida foi tomada após a Polícia Civil comunicar ao órgão o surgimento de uma segunda vítima que também atribui ao menor participação em um episódio de violência sexual.

Inicialmente, a Promotoria havia representado contra o adolescente por ato infracional análogo ao crime investigado, mas sem solicitar a internação provisória — medida equivalente à prisão dentro do sistema socioeducativo. Sem esse pedido, a Justiça não poderia determinar a apreensão do menor de ofício.

A mudança de entendimento ocorreu depois que o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), informou ao Ministério Público sobre outra investigação envolvendo o mesmo adolescente e ao menos um dos adultos já indiciados no caso do estupro coletivo em Copacabana, ocorrido em 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, na Zona Sul do Rio.

De acordo com as investigações, uma segunda vítima procurou a polícia e relatou ter sofrido abuso em agosto de 2023, quando tinha 14 anos. Segundo o depoimento prestado à polícia, ela teria sido atraída para um encontro no imóvel do adolescente, onde outros homens também estavam presentes.

A vítima relata o mesmo modus operandi. Ela já tinha ficado com o menor, confiava nele e ele a atraiu para o imóvel, que era do Mattheus, detalhou o delegado Ângelo Lages.

No relato, a jovem afirmou que foi para um quarto com o adolescente enquanto outros homens aguardavam do lado de fora. Em determinado momento, os suspeitos teriam pedido para entrar no local e, após isso, teriam iniciado as agressões e os abusos.

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