Parceria entre Civitas e PRF amplia monitoramento de veículos suspeitos no Rio

Equipe da Civitas

A parceria entre Civitas e PRF vai ampliar o monitoramento de veículos suspeitos no Rio de Janeiro e permitir o compartilhamento de informações em nível nacional. O acordo entre a Prefeitura do Rio e a Polícia Rodoviária Federal foi assinado nesta segunda-feira e busca reforçar o uso de tecnologia em apoio à segurança pública.

Com a cooperação, os alertas inteligentes gerados pelo Cerco Eletrônico da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública passarão a ser recebidos automaticamente pela PRF. A integração deve acelerar a resposta das autoridades em casos envolvendo veículos investigados.

A tecnologia da Civitas monitora, em tempo real, as placas dos veículos que circulam pela capital fluminense. Para que um automóvel seja acompanhado pelo sistema, é necessário que uma autoridade policial ou judicial solicite previamente a inclusão na base de monitoramento.

Com o novo convênio, parte desse processo será automatizada. Em vez do envio de ofícios para cadastrar individualmente cada veículo alvo de investigação, as informações da PRF poderão ser integradas diretamente ao sistema da Civitas.

Segundo a Prefeitura do Rio, a medida aumenta a compreensão das dinâmicas criminais e fortalece a troca de dados entre as instituições. As informações produzidas na capital também poderão ser usadas pela Polícia Rodoviária Federal em investigações de outras regiões do país.

A parceria também deve ampliar a capacidade de identificação de suspeitas de clonagem de veículos. Para isso, o sistema vai comparar registros realizados em diferentes localidades conectadas às bases integradas.

O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que o acordo amplia o alcance da tecnologia desenvolvida pela Civitas e permite cruzamentos de dados em escala nacional.

Já foram mais de 5 mil casos, e o sucesso dessas operações fez com que fôssemos cada vez mais demandados pelos diversos órgãos de segurança. Esse acordo com a Polícia Rodoviária Federal vai permitir que a tecnologia e as informações desenvolvidas pela Civitas sejam utilizadas também em âmbito nacional, possibilitando, por exemplo, o cruzamento de dados para identificar veículos com placas clonadas, afirmou Eduardo Cavaliere.

Para apontar uma possível clonagem, o sistema utiliza um cálculo baseado na distância e no tempo entre as leituras de uma mesma placa. Quando um veículo é registrado em dois locais diferentes e o deslocamento exigiria velocidade média superior a 110 km/h, o alerta é gerado.

O recurso já é utilizado na capital fluminense. Com a integração das bases, porém, a comparação poderá envolver dados de cidades de diferentes estados, ampliando a capacidade de detectar inconsistências.

Na prática, caso uma mesma placa seja registrada no Rio de Janeiro e, poucas horas depois, em uma cidade distante, o sistema poderá indicar que o deslocamento seria fisicamente impossível naquele intervalo e encaminhar a suspeita à autoridade responsável.

A expectativa é que a integração entre Civitas e PRF torne os alertas mais rápidos, fortaleça investigações e ajude a identificar veículos envolvidos em crimes ou com indícios de clonagem de placas.

Limpatech