Palacete na Praça da República tem risco e abandono há 18 anos

O Palacete Imperial, localizado na Praça da República, no Centro do Rio de Janeiro, está abandonado e interditado há 18 anos. Sem vigilância, o prédio histórico sofre com invasões e deterioração, assustando moradores e pedestres que passam pelo local diariamente.

A estrutura construída no final do século XIX é tombada como patrimônio histórico, mas vive um impasse burocrático que arrasta sua recuperação por quase duas décadas. Quem precisa caminhar pela região central teme o desabamento de partes do imóvel, já que as portas laterais estão abertas e sem qualquer controle de acesso.

Risco de desabamento e abandono no Centro do Rio

O prédio histórico acumula problemas estruturais visíveis na fachada e no telhado. Sem funcionários para realizar a zeladoria ou a segurança, o imóvel virou alvo frequente de invasões. A falta de manutenção preventiva por quase vinte anos aumenta o temor de acidentes graves em uma das áreas mais movimentadas do bairro.

Especialistas alertam que, embora as paredes externas de pedra pareçam resistentes à primeira vista, o longo período de exposição à chuva e ao sol compromete a madeira do teto e os pisos internos. A ausência de conservação pode causar desabamentos internos imprevisíveis, colocando em risco quem consegue entrar no local e as pessoas que caminham pela calçada.

Como fica a rotina no entorno da Praça da República

Quem passa todos os dias perto da Praça da República precisa dobrar a atenção. O fluxo de pedestres é intenso por causa do comércio, do transporte público e dos escritórios da região. Trabalhadores e moradores cobram a colocação de tapumes mais resistentes para isolar a área do casarão.

O comércio local também sente os reflexos da degradação. A sensação de insegurança aumenta à noite, quando a falta de iluminação adequada na frente do casarão afasta os clientes e prejudica os trabalhadores que dependem dos pontos de ônibus das proximidades.

O impasse entre a UFRJ e o Iphan

A responsabilidade pela preservação do Palacete Imperial virou motivo de empurra-empurra entre órgãos públicos. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) administrou a tutela do imóvel a partir de 2012, mas desistiu do acordo e solicitou o distrato da cessão de uso com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Por sua vez, a UFRJ alega que recebeu o prédio do Iphan em condições de conservação muito piores do que quando entregou o espaço anos atrás. A universidade informou que abriu um processo de licitação para contratar vistorias técnicas e realizar obras emergenciais, mas ainda não há prazo para o início da reforma geral.

O que precisa ser feito para salvar o prédio

A restauração completa do palacete depende da captação de recursos financeiros. A Reitoria da UFRJ pretende buscar verba por meio da Lei Rouanet de incentivo à cultura, mas o processo de captação ainda não foi concluído e não existe previsão para o término dos trabalhos.

A contratação de novas vistorias é o primeiro passo para mapear os estragos provocados pelas infiltrações e pelas invasões. Só após esses laudos técnicos será possível definir o orçamento exato para a reconstrução do telhado, restauração da fachada e consolidação da estrutura interna.

Quem responde pela área e onde buscar ajuda

A fiscalização de imóveis em situação de risco na capital é feita pela Defesa Civil Municipal. Caso o pedestre note queda de reboco, rachaduras graves ou estalos na estrutura, a orientação é se afastar imediatamente da fachada e acionar o atendimento de emergência.

O atendimento da Defesa Civil do Rio funciona pelo telefone 199, com ligação gratuita e atendimento 24 horas. Para relatar problemas de iluminação pública no entorno ou solicitar poda de árvores que afetem a fiação perto do prédio, o morador pode usar o canal 1746 da Prefeitura do Rio, seja por telefone, site ou aplicativo.

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