A Secretaria de Estado de Polícia Penal realizou, nesta quinta-feira, uma nova etapa da Operação Illicitus no Presídio Jonas Lopes de Carvalho, o Bangu 4, na Zona Oeste do Rio. O foco principal da ação é atingir cúpulas da facção Terceiro Comando Puro e barrar a entrada de materiais proibidos na unidade.
Desde o início do mês de agosto, as fiscalizações contínuas no Complexo de Gericinó e em outras unidades do estado já resultaram na apreensão de 567 aparelhos celulares e cerca de oito quilos de drogas. O objetivo central é interromper as ordens que saem das cadeias para as ruas da capital e da Baixada Fluminense.
Operação Illicitus combate o crime organizado nas prisões do Rio
As ações de vistoria não se concentram apenas no interior das galerias e celas de Bangu 4. Os agentes da Polícia Penal também reforçaram as inspeções na Portaria Central do Complexo de Gericinó, revistando visitantes, fornecedores e servidores que acessam as instalações todos os dias.
A investida contra a circulação de ilícitos teve um ponto alto na última segunda-feira, quando os inspetores encontraram 64 celulares escondidos na Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha, também situada em Bangu. O volume de apreensões mostra a ousadia das quadrilhas para manter a rotina de ligações e mensagens para o exterior.
Visitantes e servidores foram presos em flagrante
Como funcionavam as tentativas de entrada do material?
Durante o período da operação, 11 visitantes foram flagrados e presos ao tentar ingressar no presídio com celulares ou entorpecentes escondidos pelo corpo e em pertences pessoais. Além das visitas, a fiscalização interna resultou na prisão de dois policiais penais que facilitavam a entrada desses itens ilegais.
A Secretaria de Estado de Polícia Penal informou que o material recolhido e os dados das prisões vão alimentar um setor de inteligência. Esse mapeamento vai orientar os próximos passos da operação, que deve continuar por tempo indeterminado e com vistorias surpresa em diversos presídios fluminenses.
O impacto da rotina no bairro de Bangu
Como fica o trânsito e o acesso à região do Complexo de Gericinó?
Para quem mora ou trabalha na região de Bangu, o movimento de viaturas e comboios do sistema penitenciário costuma alterar a rotina nos acessos ao Complexo de Gericinó. Apesar do reforço policial na Portaria Central, o tráfego de veículos na Avenida Brasil e nas vias do bairro segue sem interdições totais promovidas pela operação.
A rotina das escolas e do comércio da Estrada do Gericinó e dos arredores permanece normal durante os procedimentos de revista. No entanto, o fluxo de parentes que comparecem nos dias de visitação sofre maior rigor, o que pode gerar filas mais longas no acesso às unidades prisionais.
Como colaborar com as investigações
Como denunciar a entrada de ilícitos e crimes de facções?
A população pode ajudar o trabalho das forças de segurança repassando informações sobre pessoas foragidas, locais de esconderijo de drogas ou esquemas de entrada de materiais em presídios. O canal oficial para o envio de relatos é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, que garante o anonimato absoluto do denunciante durante as 24 horas do dia.
- Telefone do Disque Denúncia: (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177 (para quem está fora da capital)
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ (disponível para celulares)
- Atendimento: Anônimo, sigiloso e disponível 24 horas por dia
O que fazer ao testemunhar um crime ou conduta suspeita
Onde registrar ocorrências na região?
Se você for vítima de algum crime ou notar movimentações suspeitas nas imediações dos presídios, é importante procurar a delegacia de polícia civil mais próxima para o registro oficial. O Boletim de Ocorrência é fundamental para orientar o patrulhamento ostensivo das forças de segurança na sua região.
Moradores do bairro de Bangu e arredores podem recorrer à 34ª DP (Bangu) para fazer registros presenciais. Caso precise de atendimento imediato em situações de emergência na rua, acione a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro ligando para o telefone 190. O serviço de registro online da Polícia Civil também está disponível na internet para casos sem violência física.















