As doses de Ozempic no SUS do Rio começou a ser aplicado nesta semana com a primeira dose administrada pelo prefeito Eduardo Paes em uma paciente da rede pública. A ação marca o início de um programa voltado ao tratamento da obesidade e ao controle de doenças associadas na capital fluminense.
A aplicação aconteceu no Super Centro de Saúde da Zona Oeste, em Campo Grande, unidade que passa a concentrar também o Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo. A primeira paciente atendida foi uma idosa de 69 anos, moradora de Santíssimo.
O medicamento, cuja substância ativa é a semaglutida, é utilizado no tratamento de obesidade e diabetes, sendo considerado uma das principais apostas no combate a complicações decorrentes dessas condições. A administração foi feita pelo próprio prefeito, já que o dispositivo é de autoaplicação.
De acordo com a Prefeitura, a proposta vai além da estética e tem como objetivo principal reduzir riscos à saúde, como doenças cardiovasculares e metabólicas. A expectativa é que o investimento inicial também gere economia a longo prazo para o sistema público.
Nesta primeira etapa, o programa deve atender cerca de 320 pacientes com índice de massa corporal elevado e presença de comorbidades. A seleção segue critérios técnicos definidos pelas equipes de saúde.
A previsão é de que, em até três meses, o número de beneficiados seja ampliado para até 10 mil pessoas, que serão acompanhadas pelas clínicas da família em diferentes regiões da cidade.
As doses não poderão ser levadas para casa. A aplicação será feita exclusivamente em unidades específicas, como o próprio Super Centro e farmácias das clínicas da família, garantindo controle e acompanhamento adequado do tratamento.
A Prefeitura também firmou um acordo de cooperação técnica com a fabricante do medicamento para acompanhar os resultados da iniciativa e aprimorar o protocolo adotado na rede pública.
Com estrutura de grande porte, o Super Centro reúne diferentes especialidades médicas e deve ampliar ainda mais os serviços nos próximos meses, incluindo novos atendimentos e tratamentos especializados.
E enquanto a cidade testa novas soluções na saúde pública, o impacto real dessa aposta começa agora — direto na vida de quem mais precisa.














