DH foca em comunidade da Zona Norte para prender suspeitos da morte de policial civil na Avenida Brasil
Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) deflagraram uma operação na comunidade do Muquiço, Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (20). O objetivo é localizar os envolvidos e aprofundar as investigações sobre o ataque que resultou na morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos.
A ação conta com o reforço de equipes de todas as unidades do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP) e o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Segundo a Polícia Civil, a inteligência policial reuniu informações cruciais para as diligências.
A instituição enfatizou que ataques a agentes de segurança são considerados um ataque ao Estado, e que todos os responsáveis serão identificados e responsabilizados. Conforme apurado pelas investigações, o caso remonta ao dia 8 deste mês, quando o policial Carlos Alberto Freire Neto foi baleado na cabeça enquanto estava em uma viatura descaracterizada na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe.
Policial baleado buscou ajuda mesmo ferido
Apesar de gravemente ferido, o policial Carlos Alberto Freire Neto demonstrou bravura e conseguiu dirigir o veículo até o outro lado da via expressa, buscando auxílio de colegas que passavam pelo local. A ação heroica, no entanto, não foi suficiente para salvar sua vida.
Na mesma ação criminosa, a policial civil Julieli da Conceição Brandt, de 39 anos, foi atingida na perna. Ela precisou passar por cirurgia no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas teve alta médica quatro dias após o atentado, demonstrando recuperação.
Lideranças do tráfico são alvos das investigações
As investigações apontam para a atuação de lideranças criminosas na comunidade do Muquiço. Um dos principais nomes investigados é Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel do Muquiço. Ele já foi preso anteriormente em junho deste ano enquanto estava internado para tratamento de uma infecção.
Bruno da Silva Loureiro, segundo a Polícia Civil, possui antecedentes criminais por homicídio, tráfico de drogas e lesão corporal, sendo considerado um indivíduo de alta periculosidade. Ele também foi investigado em 2025 como mandante do assassinato de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, que foi torturada até a morte durante um baile funk.
Outro suspeito é apontado como líder do TCP
Carlos Eduardo Barros de Oliveira, o Grisalho, é outro nome que surge nas investigações. Ele é apontado como uma das lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) na região e é suspeito de ter participado da coordenação do ataque contra os policiais civis.
Grisalho também é investigado por integrar uma quadrilha especializada em roubos de carga. Contra ele, existem 14 mandados de prisão em aberto, incluindo um por homicídio, o que reforça a gravidade do seu envolvimento em atividades criminosas.














