Operação na Maré mirava chefe do tráfico de Caxias e deixa três mortos, diz polícia

Lázaro da Silva Alves

A operação na Maré tinha alvo ligado ao TCP e deixou um menino de 12 anos baleado durante a ação realizada no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Segundo a Polícia Civil, o objetivo principal da incursão era prender Lázaro da Silva Alves, apontado como integrante do Terceiro Comando Puro (TCP) e suspeito de planejar um ataque contra rivais do Comando Vermelho. Oriundo do Barro Vermelho, em Duque de Caxias, ele estaria escondido na região há três anos e comandaria ações violentas na Baixada Fluminense.

A operação resultou em três mortos e provocou grande tensão na comunidade. Durante a manhã, um disparo atingiu a perna de um estudante de 12 anos dentro do Ciep Hélio Smidt, que fica ao lado do 22º BPM (Maré). O menino participava de uma atividade de ciências no pátio da escola quando foi ferido. Ele recebeu atendimento inicial na Clínica da Família Jeremias Moraes da Silva e, em seguida, foi transferido para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde permanece em estado estável. Policiais também apreenderam dois fuzis e pistolas durante a ação.

Mais cedo, um tiro atingiu uma sala do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), na UFRJ. Imagens registraram o momento em que um helicóptero da polícia pousou no gramado do campus da Ilha do Fundão. De acordo com a corporação, o pouso teve finalidade estratégica e a aeronave não foi danificada. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) elevou o alerta de segurança para o nível 3, o mais alto, e acionou o Plano de Contingência, orientando que ninguém deixasse as dependências da instituição.

A operação também provocou reflexos no trânsito. A Lamsa, concessionária da Linha Amarela, informou que a pista no sentido Fundão ficou totalmente bloqueada na saída 9B, na Vila do João, sendo liberada apenas às 11h25. Durante o tiroteio, motoristas chegaram a trafegar na contramão para fugir da região.

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