Operação dos trens do Rio terá transição de 90 dias a partir de março

Estação de Gramacho

A operação dos trens do Rio terá transição de 90 dias a partir de março, marcando o início da substituição da SuperVia pelo Consórcio Nova Via Mobilidade na administração do sistema ferroviário da Região Metropolitana.

Durante esse período, as duas empresas atuarão de forma conjunta até a saída definitiva da atual concessionária. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, após decisão da 6ª Vara Empresarial que declarou o Consórcio Nova Via Mobilidade vencedor do leilão judicial.

O grupo foi o único a apresentar proposta na disputa realizada no último dia 10 e adquiriu, por R$ 49,1 milhões, a Unidade Produtiva Isolada (UPI) da SuperVia. A compra inclui bens e ativos necessários para garantir a continuidade do serviço, sem que o novo operador assuma as dívidas acumuladas pela empresa, que está em recuperação judicial desde 2021.

O contrato firmado tem valor estimado em aproximadamente R$ 660 milhões e duração inicial de cinco anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. Uma das principais mudanças está no modelo de remuneração: o pagamento passará a ser feito com base no quilômetro rodado e no cumprimento de metas de desempenho. No formato anterior, o cálculo considerava o número de passageiros transportados.

A malha ferroviária atende cerca de 270 mil passageiros diariamente e conecta a capital a municípios como Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Japeri, sendo fundamental para a mobilidade na Região Metropolitana.

A SuperVia opera o sistema desde 1998 e já havia firmado, no ano passado, um acordo com o governo estadual para viabilizar a transferência da concessão.

Com o início da transição, passageiros e autoridades acompanham a expectativa de melhorias operacionais — e os próximos meses serão decisivos para avaliar os impactos reais dessa mudança no transporte ferroviário fluminense.

Limpatech