A cirurgiã-dentista Jaqueline de Melo Silva, de 28 anos, morreu após sofrer um infarto fulminante logo depois de receber alta de uma Unidade de Pronto Atendimento. Ela havia buscado socorro médico com fortes dores no estômago, foi medicada e liberada para voltar para casa.
O caso aconteceu na cidade de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. A causa do falecimento foi confirmada pelo Hospital Regional do Juruá, para onde a jovem chegou a ser levada pelos familiares assim que o quadro de saúde se agravou na residência.
Atendimento em UPA e infarto fulminante logo após alta médica
Segundo relato de parentes, Jaqueline tinha um histórico de problema de saúde crônico no estômago. Na noite de terça-feira, ela começou a passar mal e sentiu dores fortes na região abdominal. Por conta disso, procurou atendimento de emergência na UPA do município.
Na unidade de saúde, a profissional passou por uma avaliação rápida, recebeu medicação para os sintomas apresentados e acabou liberada pela equipe de plantão. A Secretaria de Estado de Saúde do Acre informou que a paciente deixou o local acompanhada de uma familiar, levando receita e orientações médicas.
Pouco tempo depois de pisar em casa, o estado de saúde da jovem piorou drasticamente. Jaqueline sofreu uma parada cardiorrespiratória em decorrência de um infarto fulminante. Os familiares tentaram o socorro imediato e a transportaram ao Hospital Regional do Juruá, mas a cirurgiã-dentista não resistiu e o óbito foi atestado na chegada.
O que já se sabe sobre o caso da dentista
O laudo médico emitido pelo hospital confirmou que a causa oficial da morte foi infarto fulminante. A família divulgou uma nota pública assinada por três parentes confirmando o diagnóstico e pedindo respeito e empatia neste momento de profunda dor e luto.
A vítima trabalhava na Clínica Sorrisos, que emitiu comunicado lamentando a perda repentina da profissional. O Conselho Regional de Odontologia do estado também divulgou nota de pesar e se solidarizou com os amigos e parentes da jovem dentista.
Até o momento, os órgãos públicos de saúde não detalharam se haverá abertura de sindicância ou investigação interna para apurar a conduta médica adotada durante o primeiro atendimento prestado na Unidade de Pronto Atendimento.
Sintomas atípicos de infarto e quando buscar ajuda imediata
O caso acende um alerta sobre como problemas cardíacos graves nem sempre se manifestam da forma tradicional. Médicos cardiologistas alertam que o infarto nem sempre provoca a clássica dor aguda no peito que se irradia para o braço esquerdo.
Em mulheres e jovens, é comum que os sinais de infarto apareçam de forma atípica. Dores na parte alta do abdômen, que parecem problemas gástricos ou azia forte, náuseas, suor frio, falta de ar e cansaço excessivo sem explicação podem ser indícios de que o coração está em sofrimento.
Caso o paciente apresente esses sintomas persistentes e sem melhora após o uso de remédios comuns, a orientação é buscar imediatamente um serviço de emergência. Deve-se relatar detalhadamente aos médicos todo o histórico de saúde e solicitar exames específicos, como o eletrocardiograma e exames de sangue que detectam enzimas cardíacas.
O que fazer se você discordar de uma alta médica
Quando um paciente ou familiar sente que o quadro de saúde continua grave e não concorda com a decisão de alta, existem passos importantes a serem seguidos para garantir a segurança no atendimento público ou privado:
- Questionar o médico: Pergunte abertamente ao profissional qual foi o diagnóstico exato, quais exames foram realizados e por que é seguro voltar para casa naquele momento.
- Pedir reavaliação: Caso os sintomas de dor intensa, tontura ou falta de ar persistam, exija que o paciente seja reavaliado antes de assinar os papéis de saída da unidade.
- Procurar a Chefia do Plantão: Em unidades de pronto atendimento ou hospitais, peça para falar com a direção médica ou com o enfermeiro responsável pelo plantão para relatar a insatisfação.
- Buscar outra unidade: Se os sintomas continuarem ao chegar em casa, não espere a situação piorar. Procure imediatamente outro hospital de referência ou acione o socorro de urgência.
Como acionar os serviços de emergência e canais de denúncia
Para casos de urgência médica em qualquer região do país, o atendimento deve ser solicitado rapidamente por meio do SAMU, ligando para o número 192. A ligação é gratuita e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O atendente fará a triagem inicial para enviar a ambulância adequada.
Se houver suspeita de erro médico, negligência ou mau atendimento em unidades públicas ou privadas de saúde, o cidadão pode e deve registrar uma queixa formal nos canais competentes:
- Ouvidoria do SUS: Atende pelo telefone 136 para registrar reclamações e denúncias sobre atendimentos na rede pública.
- Conselho Regional de Medicina (CRM): É o órgão responsável por fiscalizar a conduta dos médicos. É possível abrir uma denúncia formal pelo site do conselho do seu estado.
- Delegacia de Polícia Civil: Casos graves com óbito sob suspeita de negligência médica podem ser registrados em qualquer delegacia de bairro para abertura de inquérito policial.














