A operação da PF no RJ foi deflagrada na manhã desta terça-feira (24) para investigar suspeitas de desvio de recursos eleitorais e uso de cargos públicos em esquemas ilegais dentro da Câmara Municipal de Angra dos Reis, na Costa Verde.
Entre os alvos da ação está o vereador Greg Duarte (PL), que teve mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Eleitoral. Ao todo, agentes cumprem cinco mandados nas cidades de Angra dos Reis, Rio de Janeiro e Juiz de Fora, em Minas Gerais.
A investigação, batizada de Operação Caça Fantasmas, apura a existência de um possível esquema de contratação de assessores parlamentares sem atuação efetiva, conhecidos como funcionários fantasmas.
Um dos casos analisados envolve uma assessora que cursa medicina em período integral na cidade de Juiz de Fora, além de atuar como cirurgiã-dentista no local. Segundo as apurações, ela não teria condições de exercer atividades presenciais no gabinete em Angra dos Reis, onde está nomeada.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de um sistema estruturado para utilização de cargos públicos com finalidade eleitoral. A prática incluiria a nomeação de pessoas sem trabalho efetivo, associada à possível exigência de repasse de parte dos salários, esquema conhecido como rachadinha.
Se trataria de um ecossistema formalmente instituído e voltado ao aparelhamento de cargos públicos para fins eleitorais, mediante vinculação de pessoas sem efetiva contraprestação laboral, associada à possível exigência de repasse de valores oriundos das remunerações percebidas pelos ocupantes dos cargos, prática comumente conhecida como “rachadinha”, informou a Polícia Federal.
As diligências estão sendo realizadas em diversos endereços ligados aos investigados, incluindo residências, um escritório de advocacia e um gabinete parlamentar na Câmara Municipal.
Os investigadores também apuram possíveis irregularidades na prestação de contas eleitorais. Entre as suspeitas estão omissão de despesas, informações falsas sobre contratação de serviços e movimentação de recursos fora dos registros oficiais de campanha.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, peculato, desvio de recursos e abuso de poder político e econômico, além de outras infrações que possam surgir ao longo das investigações.
A operação segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações — o que pode trazer desdobramentos importantes nos próximos dias.














