O incêndio na Ceasa RJ mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros na manhã desta terça-feira (24), após atingir o pavilhão 22 do centro de abastecimento, localizado em Irajá, na Zona Norte do Rio. As chamas foram controladas pouco antes das 8h, evitando que o fogo se espalhasse ainda mais.
Durante o início da ocorrência, por volta das 7h, trabalhadores que estavam no local tentaram retirar mercadorias e caixas para minimizar os prejuízos. O fogo teria se alastrado rapidamente, alimentado principalmente por materiais inflamáveis presentes nos boxes.
“Era um dia normal, estávamos trabalhando e, de repente, começou a encher ali e o fogo começou a alastrar pelas caixas de papelão. Conseguimos agilizar rápido com a rapaziada que trabalha aqui na Ceasa”, relatou um funcionário.
Apesar do susto, não houve registro de feridos. As causas do incêndio ainda são desconhecidas e deverão ser investigadas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, seis unidades foram acionadas para a ocorrência, com mais de 30 militares e 13 viaturas atuando no combate às chamas.
O episódio reacende o alerta para ocorrências semelhantes no local. Em dezembro do ano passado, um incêndio de grandes proporções atingiu outro pavilhão da Ceasa, deixando ao menos 28 lojas prejudicadas.
A Ceasa-RJ é considerada o principal polo de distribuição de alimentos do estado e funciona desde 1974 em Irajá. O espaço recebe diariamente cerca de 60 mil pessoas e 40 mil veículos, sendo fundamental para o abastecimento da capital e de cidades da Região Metropolitana.
O entreposto reúne uma ampla variedade de produtos, incluindo frutas, legumes, verduras, carnes, pescados, cereais, bebidas e itens voltados ao setor pet, além de serviços como bancos, restaurantes e transporte.
Dividida em 42 pavilhões com diferentes especializações, a unidade de Irajá é uma das principais estruturas logísticas do estado, com impacto direto no comércio e na cadeia de abastecimento.
Enquanto as investigações avançam para esclarecer o que causou o incêndio, o episódio volta a chamar atenção para os riscos e a importância de medidas preventivas em um dos maiores centros comerciais do Rio — e novos detalhes ainda podem surgir a qualquer momento.














