A Polícia Militar prendeu, neste sábado (7), um homem suspeito de envolvimento em um caso de feminicídio em Macaé, no Norte Fluminense. A vítima, que sobreviveu ao ataque, foi socorrida e encaminhada ao Hospital da Polícia Militar (HPM). Segundo os médicos, ela não corre risco de morte.
O crime aconteceu durante a manhã, e o suspeito tentou fugir logo após a agressão. Ele foi localizado por agentes do 32º BPM (Macaé) escondido dentro da comunidade da Malvina. A rápida ação da polícia foi possível graças à denúncia de moradores que indicaram a localização do criminoso.
Até o momento, a motivação do ataque não foi divulgada oficialmente. A identidade da vítima também está sendo preservada. A Polícia Civil já iniciou a investigação para esclarecer o contexto da agressão, e o caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), responsável pelos inquéritos de violência de gênero na região.
A vítima permanece sob observação médica, com quadro estável. A equipe do hospital informou que os ferimentos foram controlados a tempo e que a mulher não apresenta risco de sequelas graves. Ainda assim, ela será acompanhada por profissionais da saúde e da rede de proteção à mulher.
De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), Macaé tem registrado aumento nos casos de violência contra a mulher. Em 2024, foram mais de 60 ocorrências relacionadas a agressões com intenção de matar, sendo a maioria dentro de relações afetivas ou familiares. O caso deste fim de semana reforça a necessidade de políticas mais firmes de prevenção e acolhimento.
A lei do feminicídio, em vigor desde 2015, define esse tipo de crime como o homicídio praticado contra mulheres por razões de gênero. Ainda que a vítima tenha sobrevivido, a tentativa é enquadrada legalmente com os mesmos agravantes previstos para o crime consumado. A pena pode ultrapassar 20 anos de prisão, especialmente se houver histórico de violência doméstica.
“A pronta resposta da comunidade e a ação dos policiais foram determinantes para que esse suspeito não escapasse”, destacou um porta-voz do 32º BPM, em depoimento ao jornal O Dia.
A Coordenadoria de Políticas para Mulheres de Macaé divulgou nota de repúdio ao crime e colocou sua equipe à disposição da vítima. O órgão também reforçou a importância de que casos de violência sejam denunciados, lembrando que o sigilo é garantido.
O agressor segue preso e aguarda a audiência de custódia, prevista para as próximas horas. A expectativa é de que a Justiça decrete a prisão preventiva, enquanto o inquérito corre sob sigilo.
Casos de tentativa de feminicídio como esse, infelizmente, não são raros. A luta contra a violência de gênero exige o envolvimento de toda a sociedade: da denúncia à punição dos agressores, passando pelo acolhimento das vítimas e pela promoção de uma cultura de respeito e igualdade.














