O modelo Bruno Krupp voltou a ser alvo da Justiça após ser acusado de envolvimento em uma sessão de espancamento contra um homem na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), já aceita pelo Tribunal de Justiça (TJRJ), revela que Bruno Krupp incentivou espancamento e chegou a gritar para que o grupo matasse a vítima durante o ataque.
O caso aconteceu na madrugada do dia 23 de maio e teve início dentro de um bar localizado na Avenida Borges de Medeiros. A vítima, que teve o nome preservado, contou em depoimento que o desentendimento começou quando tentou passar por trás de um camarote durante uma festa e foi abordado por um dos envolvidos, Pedro Vasconcellos do Amaral Sodré de Mello, conhecido como Rebordão.
Segundo o relato, Pedro o impediu de passar e teria dito: “Você não tem dinheiro para passar do meu lado. Paguei R$ 17 mil por isso aqui.” O homem respondeu com ironia: “Mas o dinheiro é seu ou da sua mãe?” e seguiu em frente. A partir deste momento, começou a se sentir observado e intimidado no ambiente.
Ao sair do local e chegar ao estacionamento, a vítima foi cercada e brutalmente espancada por um grupo de pelo menos nove pessoas, entre elas Bruno Krupp, Pedro Vasconcellos, Artur Veloso Araújo e Luma Melo Rajão. Durante as agressões, o modelo teria incitado a violência com frases como: “Mata ele!”, “É os capetas!”, “Mata o gorducho!”, “Tem que matar!”
O relato consta na denúncia do MPRJ, e foi validado por imagens analisadas pela 15ª DP (Gávea). De acordo com a investigação, um vídeo mostra a vítima inconsciente no chão, recebendo pelo menos 22 pisões no rosto e múltiplos chutes na cabeça. O espancamento deixou o homem desacordado por cinco dias, em estado grave.
Além de Bruno Krupp e Pedro Vasconcellos, também foram denunciados e presos Artur Veloso Araújo e Luma Melo Rajão. Luma, segundo a polícia, teve participação ativa no ataque, incentivando diretamente os agressores durante todo o ato. O grupo foi preso na última sexta-feira (6), e todos responderão por tentativa de homicídio.
Rebordão, como é conhecido Pedro Vasconcellos, já havia sido preso anteriormente em 2024, apontado como líder de uma quadrilha especializada em tráfico de drogas com atuação nacional e internacional. A reincidência e a violência do caso atual aumentam a gravidade da acusação.
“Caído no chão, ouvi eles gritando para me matarem. Não consegui reagir. Foi tudo muito rápido. Quando acordei, já estava no hospital. Fiquei sem entender por que tanta violência”, disse a vítima, em depoimento ao jornal O Dia.
O Tribunal de Justiça do Rio aceitou a denúncia e determinou a prisão preventiva dos quatro réus. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar os outros participantes do ataque, que ainda não foram localizados. Novas prisões podem ocorrer nos próximos dias.
A defesa dos acusados ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A reportagem segue tentando contato com os representantes legais de cada um. O espaço permanece aberto para manifestação.
Bruno Krupp já responde judicialmente por outro caso de grande repercussão: o atropelamento e morte de um adolescente em 2022, na Barra da Tijuca, quando dirigia uma moto sem habilitação. Agora, volta a ser apontado como figura central em mais um episódio de violência.














