MPRJ Investiga Bingo Clandestino Ligado à Nova Cúpula do Jogo do Bicho na Tijuca e Busca Provas Contra Grupo que Visa Substituir Lideranças Tradicionais

MPRJ Desarticula Bingo Clandestino e Investiga Nova Cúpula do Jogo do Bicho no Rio

O Ministério Público do Rio (MPRJ) realizou uma operação na manhã desta quinta-feira (6) em um bingo clandestino localizado na Tijuca, Zona Norte da capital. O estabelecimento era utilizado como parte da estrutura financeira da chamada nova cúpula do jogo do bicho.

O objetivo principal da ação é coletar novas provas e identificar outros membros do grupo criminoso. A investigação busca desmantelar uma organização que planeja renovar a liderança da contravenção no Rio de Janeiro.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio de outras forças de segurança. Conforme divulgado pelo MPRJ, a investigação teve início após a análise de celulares apreendidos em operações anteriores, que apontaram a atuação conjunta de Rogério Costa de Andrade e Silva, Vinicius Pereira Drumond e Adilson Oliveira Coutinho Filho, apontados como as novas lideranças.

Rede de Bingos Clandestinos e a Estratégia da “Nova Cúpula”

As investigações revelaram uma rede de bingos clandestinos ligada ao grupo. Em uma ação anterior, em Vila Isabel, foram apreendidas 48 máquinas caça-níqueis e outros equipamentos de jogos de azar ilegais.

Interceptações telefônicas indicaram que Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, defendia a criação de uma “nova cúpula” no jogo do bicho. A intenção era substituir as lideranças tradicionais, como Capitão Guimarães e Anísio Abrahão David.

A estratégia envolvia a aproximação com Rogério de Andrade para consolidar um novo centro de poder. O plano incluía a expansão dos negócios para além do jogo do bicho, fortalecendo também a máfia do cigarro e a exploração de jogos de azar online.

Cassino Virtual e a Prisão de Adilsinho

Um cassino virtual clandestino associado ao grupo teria movimentado cerca de R$ 130 milhões em um período de três anos, demonstrando a expressiva capacidade financeira da organização.

Adilsinho foi preso em 26 de fevereiro, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A captura foi resultado de uma ação conjunta de diversas forças de segurança, incluindo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF).

A defesa dos citados não foi localizada pela reportagem até o momento, e o espaço permanece aberto para manifestações.

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