Menino autista de 6 anos morre afogado no Rio Guandu, em Santa Cruz

Um menino de 6 anos, diagnosticado com autismo, morreu afogado após ser encontrado no Rio Guandu, no bairro de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A criança chegou a ser socorrida e levada para a UPA João XXIII, mas não resistiu.

O caso comoveu os moradores do bairro e mobilizou equipes de emergência da região durante o atendimento. O corpo do menino foi localizado no leito do rio e retirado por pessoas que estavam nas proximidades ao perceberem a situação de perigo.

Criança é resgatada no Rio Guandu mas morre em UPA de Santa Cruz

Segundo as primeiras informações prestadas por testemunhas e socorristas, o menino teria se afastado da vista dos responsáveis pouco antes do afogamento. Assim que perceberam a ausência da criança, familiares e vizinhos iniciaram buscas pela comunidade local, concentrando a atenção na área de margem do leito aquático.

Ao ser vista boiando nas águas do Rio Guandu, a vítima foi retirada imediatamente do local por populares. Os moradores tentaram os primeiros procedimentos de reanimação enquanto organizavam o transporte emergencial para a unidade de saúde mais próxima do trecho urbano.

A criança foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento UPA João XXIII, localizada na Avenida João XXIII, em Santa Cruz. A equipe médica de plantão iniciou manobras intensivas de ressuscitação cardiorrespiratória no setor de emergência, mas o quadro clínico do menino era gravíssimo e o óbito foi confirmado pouco depois da entrada.

O que já se sabe sobre a investigação do caso

A ocorrência foi comunicada às autoridades policiais para que sejam apuradas todas as circunstâncias do afogamento. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal IML do Centro da capital para a realização dos exames periciais que confirmam a causa exata da morte.

Agentes da 36ª DP Santa Cruz acompanham o caso para ouvir os parentes e eventuais testemunhas que ajudaram no socorro inicial. A investigação busca esclarecer o trajeto percorrido pelo menino do momento em que saiu de casa até a chegada à margem do rio.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que os procedimentos padrão estão em andamento. O laudo pericial do IML deve ser juntado ao inquérito nos próximos dias para concluir as apurações formais do fato.

Riscos e contexto geográfico do Rio Guandu em Santa Cruz

O Rio Guandu corta diversos trechos populosos da Zona Oeste e da Baixada Fluminense. Em áreas residenciais de Santa Cruz, a proximidade das casas com o leito do rio traz riscos constantes, especialmente para crianças pequenas e pessoas com deficiência ou restrição de mobilidade.

Muitos trechos da margem não possuem cercamento físico de proteção nem sinalização de perigo. A correnteza do rio pode mudar rapidamente conforme o volume de água e as condições do tempo, tornando o acesso à água extremamente perigoso mesmo em áreas rasas.

Moradores do bairro relatam que a atenção precisa ser redobrada nas comunidades próximas ao leito. Crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista TEA frequentemente apresentam o comportamento de fuga ou atração por corpos d’água, exigindo adaptações e barreiras de segurança nas residências periféricas.

Redes de apoio para famílias atípicas no Rio de Janeiro

A perda de uma criança em circunstâncias trágicas acende o alerta para o suporte oferecido a famílias atípicas na rede pública. O atendimento psicológico social para parentes em luto está disponível em unidades municipais da Zona Oeste do Rio.

Os Centros de Atenção Psicossocial CAPS e as unidades do Centro de Referência de Assistência Social CRAS prestam acolhimento gratuito às famílias que passam por traumas graves. Em Santa Cruz, os moradores podem buscar atendimento direto na rede de saúde do município.

Entidades comunitárias também atuam no mapeamento de áreas de risco e na orientação de mães e pais de crianças com autismo sobre medidas preventivas no ambiente doméstico e comunitário.

Como pedir socorro e contatar emergências na região

Em situações de desaparecimento repentino de crianças ou afogamentos, o tempo de resposta é decisivo para salvar vidas. Moradores de Santa Cruz e da Zona Oeste contam com serviços públicos operando durante 24 horas por dia.

  • Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro: Ligue 193 para resgates e salvamento aquático.
  • Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro: Ligue 190 para emergências policiais e apoio imediato nas buscas.
  • Defesa Civil Municipal: Ligue 199 em casos de risco em encostas, rios e alagamentos.
  • UPA 24h João XXIII: Avenida João XXIII, s/nº, Santa Cruz, Rio de Janeiro. Atendimento médico de urgência e emergência.
  • 36ª Delegacia Policial (Santa Cruz): Rua Severiano das Chagas, nº 110, Santa Cruz. Telefone de contato para informações e registros.
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