Luciana Picorelli fala sobre sua escolha pelo Muay Thai e a luta por um Carnaval com mais empoderamento

Luciana Picorelli

“Com frequência, recebo mensagens questionando por que optei por praticar Muay Thai ao invés de focar em métodos mais rápidos para definir o corpo. A resposta é simples, mas profunda: tenho um adenoma na hipófise, o que me impede de utilizar qualquer tipo de anabolizante ou hormônio para ganhar massa muscular. Por isso, minha única alternativa saudável e segura é o treino intenso, natural e, sim, mais lento.

A escolha pelo Muay Thai não é só uma questão física, mas também emocional e simbólica. Em tempos em que o feminicídio assombra tantas mulheres no país, estar conectada a uma arte marcial também representa resistência, empoderamento e força. A luta fortalece meu corpo, minha mente e minha autoestima.

A minha caminhada até a Sapucaí é diferente — não por falta de vontade ou dedicação, mas porque optei por respeitar meus limites, minha saúde e minha essência. A disputa é desigual, sim, porque ainda vivemos em uma sociedade que valoriza mais os corpos ‘padrão’ do que a história por trás deles. Mas sigo firme, com disciplina e fé, para mostrar que é possível chegar lá sendo de verdade. Natural. Real. E com alma.”

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